Reverendo evangélico próximo de Donald Trump acusou ONU de antissemitismo

Moore acrescentou que as Nações Unidas se dedicam a "encobrir mentiras".

27 de janeiro de 2026 às 13:44
Bandeira EUA Foto: Getty Images
Partilhar

O reverendo evangélico norte-americano Johnny Moore, que liderou a polémica fundação dos Estados Unidos autorizada por Israel a distribuir ajuda humanitária em Gaza, acusou esta terça-feira a ONU de antissemitismo.

Moore, que se encontra em Jerusalém, afirmou que as Nações Unidas se transformaram na maior organização antissemita do mundo.

Pub

Johnny Moore, de 42 anos de idade, desempenhou funções como conselheiro de campanha do Presidente norte-americano, Donald Trump, e liderou a Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), que distribuiu alimentos em Gaza em maio de 2025, autorizada pelo Executivo de Israel que rejeitou o anterior modelo de distribuição da ONU.

O governo de Israel acusou a ONU de ser aliado do Hamas, entidade que governa o enclave palestiniano.

Durante os meses em que a GHF operou em Gaza --- até ao cessar-fogo do mês de outubro do ano passado --- centenas de pessoas foram mortas e feridas enquanto tentavam recolher alimentos nos quatro pontos de recolha estabelecidos pela fundação, anulando os 200 centros geridos pela ONU.

Pub

Durante um discurso na segunda Conferência Internacional sobre o Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém, Moore afirmou ainda ter contactado com o que designou "antissemitismo de colarinho branco" nas Nações Unidas, durante o ano passado.

"O antissemitismo hoje assume muitas formas. Por vezes, tem uma força refinada. Chamo-lhe antissemitismo de colarinho branco. Vivenciei muito disso nas Nações Unidas (...) É institucional. É cuidadosamente formulado, escondido na burocracia e nos procedimentos", alegou.

Moore acrescentou que as Nações Unidas se dedicam a "encobrir mentiras".

Pub

Até ao momento, a ONU não respondeu às acusações do evangelista próximo do chefe de Estado norte-americano.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar