Revolta com travão à flotilha: ativistas detidos dizem ter sido espancados e privados de comida e água

Vários países condenam detenção dos ativistas e ataque a embarcações que seguiam para Gaza com ajuda humanitária.

02 de maio de 2026 às 01:30
Flotilha denuncia violação do direito internacional e proteção de missões humanitárias Foto: Flotilha Global Sumud via AP
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Espanha, Brasil e outros nove países condenaram os ataques de Israel à flotilha humanitária ‘Global Sumud’ e a detenção dos 175 ativistas em águas internacionais, ao largo de Creta, na Grécia, que seguiam para a Faixa de Gaza. A posição foi expressa num comunicado conjunto divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha, juntamente com os chefes da diplomacia da Turquia, Jordânia, Paquistão, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia.

Os países classificam a ação como uma “violação flagrante do direito internacional e do direito internacional humanitário”, sublinhando que a flotilha é uma iniciativa civil, pacífica e humanitária destinada a alertar a comunidade internacional para a grave situação em Gaza. Os EUA foram os únicos a condenar a flotilha, considerando-a uma ação “pró-Hamas” e acusando-a de tentar minar esforços de paz. Washington ameaçou usar “todos os meios disponíveis” contra os seus apoiantes e apelou aos aliados para impedirem o acesso dos navios a portos.

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Entretanto, Israel indicou que a maioria dos ativistas já está na Grécia, menos dois, um brasileiro e um palestiniano, que serão levados para Israel para interrogatório. Entre os ativistas estão três portugueses, Nuno Gomes, Joana Rocha e Diogo Chaves. Os ativistas relataram terem sido espancados e privados de comida e água durante a sua transferência para Creta. 

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