Rússia anuncia restrições ao Telegram por não impedir uso para "fins terroristas"

Telegram é um dos dois serviços de mensagens mais populares na Rússia, juntamente com o Whatsapp.

10 de fevereiro de 2026 às 14:49
Telegram Foto: Getty Images
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A Rússia anunciou esta terça-feira que vai aplicar "restrições progressivas" à aplicação de mensagens Telegram, sob alegações de que não fez esforços suficientes para impedir a sua utilização para "fins terroristas".

"A lei russa continua a não ser aplicada (...), nenhuma medida real é aplicada para combater a fraude e o uso do serviço de mensagens para fins criminosos e terroristas", afirmou a Agência Russa de Supervisão das Telecomunicações (Roskomnadzor) num comunicado, citado pelas agências de notícias russas.

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Fundado por Pavel Dourov, que tem nacionalidade russa e francesa, o Telegram é um dos dois serviços de mensagens mais populares na Rússia, juntamente com o Whatsapp, cujo funcionamento está quase totalmente bloqueado no país desde janeiro, pelos mesmos motivos.

"Por esse motivo (...), a Roskomnadzor continuará a implementar restrições progressivas [ao Telegram] a fim de obter o cumprimento da lei russa e garantir a proteção dos cidadãos", adianta o comunicado.

Em novembro de 2025, a Rússia já tinha proibido os utilizadores de fazer chamadas pelo Telegram, assim como pelo Whatsapp, sendo este último propriedade da empresa norte-americana Meta, como parte de uma repressão mais ampla contra as redes sociais pertencentes a estrangeiros.

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Os esquemas fraudulentos por mensagens são muito comuns na Rússia.

As autoridades também acusam os serviços de segurança ucranianos de recrutar russos através dessas aplicações para cometer atos de sabotagem no país a troca de dinheiro.

Nos últimos anos, a Rússia multiplicou as medidas que restringem a liberdade de expressão na Internet, que durante muito tempo foi um dos últimos espaços onde as vozes críticas podiam expressar-se livremente.

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Em julho do ano passado, o Presidente russo Vladimir Putin promulgou uma lei que pune pesquisas na Internet por "conteúdos extremistas" e proíbe a promoção de VPNs, sistemas muito usados na Rússia para contornar a censura.

VPN é um serviço que possibilita uma ligação segura e privada entre o dispositivo do utilizador e a Internet, criptografando os seus dados e ocultando o endereço IP (a identificação de um dispositivo em uma rede).

Desde 2024, a plataforma de vídeos YouTube só está acessível na Rússia através de uma VPN.

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Desde 2022, as redes sociais Facebook e Instagram, também pertencentes à Meta, estão bloqueadas.

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