Rússia tem arma secreta contra alargamento da NATO
Donald Trump diz que tem melhor, mas fica o aviso.
Olhando para o mapa da evolução da Aliança Atlântica desde a sua criação, em 1949, e de que Portugal é membro fundador, verifica-se que já conheceu onze alargamentos ao longo dos anos, havendo neste momento mais três países a ‘bater à porta’ – Bósnia-Herzegovina, Geórgia e Ucrânia -, estes dois últimos encostados à fronteira com a Rússia.
Ficaria de fora, nesta linha de fronteira, apenas a Bielorrússia, aliada de Moscovo, como uma espécie de ilha entre os dois blocos. Situação inaceitável para Putin e, de certa forma, compreendida pelos norte-americanos, o motor da NATO, que nunca se mostraram favoráveis à entrada de Kiev na Aliança, de tal forma que a questão não faz parte do plano de paz que está a ser negociado para a Ucrânia, ao contrário do pretendido inicialmente por Zelensky. Por outras palavras, os EUA não veem com bons olhos que a Rússia, potência nuclear, fique encurralada.
Certo é que Moscovo já se precaveu, colocando os famosos mísseis balísticos Oreshnik, com capacidade nuclear, na Bielorrússia. A ‘superarma’ russa, que se desloca a uma velocidade 10 vezes superior à do som, é muito difícil de intercetar, alcançando qualquer capital europeia, algumas em ‘meia dúzia’ de minutos.
A estreia da ‘arma secreta’, que pode atingir alvos entre três mil e 5500 quilómetros, também conhecida por ‘imparável’, ocorreu a 21 de novembro de 2024, num ataque contra uma instalação industrial na cidade ucraniana em Dnipro. A Rússia informou os EUA antes do lançamento, mas até os norte-americanos ficaram perplexos com a capacidade da arma hipersónica, equipada com seis ogivas, cada uma contendo submunições, ainda que Trump garanta que a América tem melhor. Sexta-feira, a Rússia voltou a usá-la com sucesso, num ataque a Lviv, talvez em jeito de aviso.
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