Ryanair investigada por cobrar taxa obrigatória a pais para se sentarem ao lado dos filhos
Companhia aérea britânica rejeita acusações afirmando que taxa que ronda os 9 euros, cobrada tanto no voo de ida como no de regresso, não é um custo extra.
A Ryanair está sob investigação da autoridade britânica de concorrência (CMA) por cobrar uma taxa obrigatória aos pais para se sentarem ao lado dos filhos. O regulador investiga se esta prática constitui uma cláusula contratual abusiva, sublinhando que a transportadora irlandesa é a única grande companhia aérea a operar no Reino Unido a impor este custo, que ronda os 9 euros por voo.
As regras da companhia aérea estabelecem que, durante o voo, pelo menos um dos pais deve sentar-se ao lado dos filhos com idades compreendidas entre os 2 e os 11 anos, através de um "lugar familiar obrigatório". Esta taxa é cobrada tanto no voo de ida como no de regresso.
De acordo com o jornal The Guardian, além da natureza da taxa, a CMA vai apurar se o valor é apresentado de forma transparente ou se configura "drip pricing". Ou seja, a prática de esconder taxas inevitáveis até ao final do processo de reserva.
A Ryanair rejeitou as acusações, classificando o inquérito de "falso" e argumentando que a taxa não é um custo extra, mas sim a reserva de um assento que permite colocar até quatro crianças gratuitamente ao lado do adulto pagante.
Por fim, o regulador esclareceu que ainda não chegou a conclusões sobre eventuais ilegalidades, mas que este processo faz parte de uma ofensiva mais vasta para proteger os consumidores de custos ocultos.
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