Secretário de Estado norte-americano diz que “os EUA e a Europa pertencem um ao outro”

Marco Rubio falou na Conferência de Segurança de Munique, onde Ursula von der Leyen defendeu a reativação da cláusula de defesa mútua na UE.

15 de fevereiro de 2026 às 01:30
Marco Rubio lidera o Departamento de Estado Foto: EPA/Lusa
Partilhar

Os Estados Unidos não querem desfazer a aliança com a Europa, mas não estão disponíveis para cedências. Esta foi a tónica da intervenção do secretário de Estado norte-americano, na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, onde, ao contrário do que fez o ‘vice’ de Donald Trump no ano passado, apostou num discurso conciliador. “Os EUA e a Europa pertencem um ao outro”, afirmou Marco Rubio, que, a dada altura, aludiu quase a uma relação familiar entre os dois lados.

“A nossa casa pode estar hemisfério ocidental, mas seremos sempre filhos da Europa. E se, por vezes, discordamos, as nossas divergências advêm da nossa profunda preocupação com a Europa. Queremos que a Europa seja forte, que a Europa sobreviva, porque as duas guerras do século passado servem para nos lembrar que, em última análise, o nosso destino está e estará sempre ligado ao vosso”, disse. Num tom mais moderado do que o de JD Vance, há um ano, Rubio não deixou de apontar erros. Uma das falhas é na política económica, que, lamenta, fomenta a perda de soberania. Para isso concorre também “a imigração em massa”. “É uma crise que está a transformar e a desestabilizar as sociedades ocidentais. Não se trata de xenofobia ou ódio, mas sim de soberania nacional... É uma ameaça urgente às nossas sociedades e à nossa civilização”, argumentou. Atirou ainda às Nações Unidades, “que não têm respondido a algumas das questões mais prementes da atualidade” e destacou o papel mediador dos EUA nas guerras no Médio Oriente e na Ucrânia. Em Munique esteve também Volodymyr Zelensky - o presidente ucraniano fez depender a marcação de eleições de dois meses de cessar-fogo. Já a líder da Comissão Europeia defendeu a reativação da cláusula de defesa mútua na UE. “É o nosso compromisso coletivo de nos apoiarmos mutuamente em caso de agressão”, afirmou Ursula von der Leyen.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar