Sete traficantes e um morador feito refém morrem em operação policial no Rio de Janeiro

Morador feito refém com a esposa, foi morto pelos traficantes ao perceberem que a polícia ia invadir o local.

Sete traficantes e um morador feito refém morrem em operação policial no Rio de Janeiro Foto: Getty Images
Partilhar

O chefe do tráfico de droga no Morro dos Prazeres, no centro do Rio de Janeiro, outros seis homens apontados como traficantes ligados à fação Comando Vermelho (CV) e um morador inocente que tinha sido feito refém morreram esta quarta-feira durante uma operação da Polícia Militar na cidade brasileira. Um dos suspeitos mortos, Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Giló, de 55 anos, era um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro e segundo a polícia comandava há anos o tráfico de droga tanto no Morro dos Prazeres como noutros bairros da região central da cidade.

As mortes aconteceram quando os traficantes, ao tentar fugir ao cerco da polícia após uma intensa troca de tiros, correram por uma rua e acabaram por invadir uma residência, onde estava um casal de moradores. Após uma curta e frustada negociação para rendição dos criminosos, a Polícia Militar disparou uma saraivada de tiros de armas de grosso calibre contra a habitação e todos os suspeitos e o morador foram mortos.

Pub

Segundo a versão da polícia, Leandro Silva Souza, o morador feito refém com a esposa, foi morto pelos traficantes ao perceberem que a polícia ia invadir o local. A mulher foi resgatada sã e salva.

Giló era um dos líderes do tráfico de droga mais antigos do Rio de Janeiro e tinha um cadastro policial impressionante. Já tinha sido preso nada menos de 135 vezes, e tinha contra si oito mandados de prisão por diversos crimes.

Após a morte dos traficantes, criminosos da mesma fação desencadearam uma vaga de terror nos bairros dos Prazeres, Rio Comprido e Santa Teresa. Diversos autocarros com passageiros foram abordados por homens fortemente armados, atravessados no meio de importantes vias do centro da capital fluminense e incendiados, levando o terror não somente aàs pessoas que transportavam e sairam dos colectivos em desespero, mas igualmente aos moradores da região, onde o comércio fechou as portas por ordem dos criminosos.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar