Sexóloga fez mais de 2000 quilómetros para abandonar os filhos: o que se sabe sobre a francesa que foi detida em Portugal

Marine e Marc são suspeitos dos crimes de exposição ou abandono e violência doméstica.

22 de maio de 2026 às 09:30
Marine, mãe dos dois meninos franceses abandonados em Alcácer do Sal Foto: Pedro Brutt Pacheco
Marine, mãe dos dois meninos franceses abandonados em Alcácer do Sal Foto: Direitos Reservados

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Marine Rousseau, de 41 anos, abandonou a 19 de maio os dois filhos mais novos, de 3 e 5 anos, numa paragem de autocarro na Estrada Nacional 256, que liga Alcácer do Sal à Comporta. Marine não atuou sozinha, teve ajuda do namorado Marc, de 55 anos.

É francesa e vive em Haut Rhin, na cidade de Colmar, França. É ainda mãe de um jovem adolescente de 16 anos, que terá ficado em casa. Na rede social Facebook, Marine diz ser sexóloga e capaz de "ajudar todas as pessoas traumatizadas a recuperar a serenidade e a satisfação sexual".

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Segundo o meio francês La Dépêche, Marine Rousseau formou-se em saúde sexual e direitos humanos pela Universidade Paris-VII Bichat em 2019. Antes tinha aberto uma clínica onde eram prestados serviços de psicoterapia, relaxamento e sessões de atendimento a adultos.

Nos últimos dias, Marine começou a ser procurada além fronteiras. No dia 11 de maio o ex-marido alertou as autoridades francesas para o desaparecimento dos dois filhos, Zacharie e Barthelemy, de 3 e 5 anos, que estavam à guarda da mãe. Neste mesmo dia, a família da francesa deu, também, alerta para o desaparecimento da mulher. 

Marine, o namorado e os filhos menores chegaram a Portugal de carro. Terão percorrido mais de 2000 quilómetros num Opel, com matrícula francesa. No dia 19 de maio, os meninos foram deixados sozinhos. Só tinham consigo uma mochila com roupas, água e fruta. Foi Alexandre, padeiro de profissão, que os encontrou. A partir desse momento as autoridades portuguesas foram acionadas e, menos de 48 horas depois, Marine e Marc foram detidos em Fátima.

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Os detidos são suspeitos dos crimes de exposição ou abandono e violência doméstica. Esta sexta-feira vão ser ouvidos em tribunal. Se não lhes for atribuída uma medida não preventiva da liberdade, a emissão por França dos mandados de detenção europeus obrigam a nova detenção e ida ao Tribunal da Relação.

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