Sobe para 14 total de mortos nas cheias de janeiro em Moçambique
Cheias já afetaram quase 700 mil pessoas e deixaram quase 155 mil casas inundadas.
O número de mortos nas cheias das últimas semanas em Moçambique subiu para 14, com quase 155 mil casas inundadas, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com a base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso e com dados até às 15h30 (13h30 de Lisboa) desta terça-feira, as cheias que se registam em vários pontos do país já afetaram 691.522 pessoas, equivalente a 151.962 famílias, ainda com 14 mortos - mais dois face a segunda-feira -, 3.447 casas parcialmente destruídas, 771 totalmente destruídas e 154.797 inundadas.
Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e quatro desaparecidos na sequência destas cheias, desde 7 de janeiro, numa altura em que famílias ainda aguardam resgate, sobretudo no sul de Moçambique.
Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, já morreram 137 pessoas em Moçambique, além de 148 feridos e 812.335 pessoas foram afetadas, segundo os dados do INGD.
Até 16 de janeiro, era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique (que vai de outubro a abril), avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.
Segundo os dados de hoje, estão atualmente ativos 100 centros de acomodação (11 foram entretanto encerrados), com 94.657 pessoas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas, desde 7 de janeiro, 229 unidades sanitárias e 353 escolas, quatro pontes e 1.336 quilómetros de estrada.
O registo do INGD aponta ainda para 286.003 hectares de área agrícola afetados, atingindo a atividade de 215.549 agricultores, além da morte de 325.578 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
Prosseguem ações e tentativas de resgate de famílias sitiadas pelas cheias, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas durante vários dias, que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem descargas, por falta de capacidade de encaixe.
A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Noruega e Japão, além de países vizinhos da África austral, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.
Estão envolvidos nas operações de resgate mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.
Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.
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