Suspeito de ataque a marcha LGBTQIA+ em Berlim morto durante operação policial
Ataque resultou na morte de uma mulher e em, pelo menos, 29 feridos.
O principal suspeito do ataque à marcha LGBTI+ em Berlim, Abdul Ballout, de 21 anos, foi morto pelas autoridades alemãs durante uma intervenção policial num barracão de jardim no bairro Spandau, na capital alemã, neste domingo. Desde o incidente que o jovem estava a ser procurado pelas autoridades.
De acordo com o jornal alemão Bild, os agentes foram atacados durante a operação e ripostaram, resultando na morte do suspeito. A senadora do Interior de Berlim, Iris Spranger, agradeceu às autoridades: "estou grata às autoridades de segurança por o autor do atentado ter sido localizado tão rapidamente. Trata-se de um feito notável".
O suspeito, recorde-se, era apontado como simpatizante do grupo extremista Estado Islâmico (EI) e terá tentado juntar-se à organização na Síria em 2025. No entanto, acabou por ser detido no Líbano antes de conseguir concretizar esse objetivo. Após a detenção, foi repatriado para a Alemanha, onde foi alvo de um processo judicial.
Abdul Ballout foi condenado em 2026 por "preparação de um ato de violência grave que colocava em risco a segurança do estado", tendo-lhe sido aplicada a medida de prisão preventiva até maio deste ano e, posteriormente, foi obrigado a participar num programa de desradicalização.
As autoridades acreditavam que Abdul era o responsável pelo ataque e que fosse o proprietário da carrinha que investiu contra várias pessoas durante a parada Christopher Street Day, dedicada à comunidade LGBTQIA+, no parque Tiergarten, em Berlim, Alemanha. Entretanto, este domingo, a polícia alemã deteve um cidadão iraniano suspeito de ser cúmplice do autor do atropelamento em massa.
Após consumir o ato, o veículo foi abandonado no local, uma zona arborizada da capital alemã onde terminava a parada e o ocupante ou os ocupantes abandonaram o local.
O ataque resultou na morte de uma mulher e em, pelo menos, 29 feridos.
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