Taxa de 60% dos jovens australianos não lê imprensa e usa redes sociais para se informar

Substituição dos meios de comunicação tradicionais afeta, porém, não apenas os jovens, mas toda a população.

16 de junho de 2026 às 07:10
Redes sociais Foto: Direitos Reservados
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Uma taxa de 60% dos jovens australianos entre os 18 e os 24 anos nunca recorreu aos jornais para se informar, sendo as redes sociais a principal fonte de informação para este segmento da população, aponta um estudo.

De acordo com o relatório "Notícias Digitais de 2026", que analisa os hábitos em mudança dos consumidores de notícias, publicado esta terça-feira pela Universidade de Camberra, a tendência a longo prazo aponta para um afastamento dos meios de comunicação tradicionais.

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A maioria (ou 53%) dos menores de 25 anos nunca ouviu rádio para se informar, enquanto a televisão não é uma fonte de notícias para 25%.

Esse espaço informativo é ocupado pelas redes sociais. Neste grupo demográfico, 71% afirma que acede às notícias através destas plataformas, onde se destaca o TikTok, utilizado por 48% dos menores de 25 anos, seguido do Facebook (39%) e do YouTube (24%).

Entre os jovens, 89% vê vídeos de notícias em plataformas online e redes sociais, onde os criadores de conteúdo adquirem uma relevância cada vez maior.

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A substituição dos meios de comunicação tradicionais afeta, porém, não apenas os jovens, mas toda a população. Dois em cada cinco australianos (40%) que afirmam ter lido jornais regularmente já não o fazem, numa proporção superior àqueles que deixaram de ver televisão (26%) ou de consultar portais de notícias (15%).

"Embora as fontes tradicionais, como a televisão, continuem a ser importantes, os canais digitais estão a ganhar cada vez mais relevância", salienta o estudo, no qual a televisão se mantém como a principal fonte de notícias (57%), seguida das redes sociais (56%) e dos portais de notícias (52%).

A mudanças nos hábitos de consumo implicam também uma maior disposição para pagar pelas notícias entre os jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, que demonstram maior interesse pelas notícias após anos de declínio (47% este ano, em comparação com os 35% registados no estudo de 2025).

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O estudo da Universidade de Camberra faz parte de um inquérito internacional realizado pelo Instituto Reuters, que consultou consumidores de notícias de todo o mundo, incluindo uma amostra de 2.025 pessoas na Austrália.

Estes hábitos coincidem também com a proibição de acesso às redes sociais para menores de 16 anos aplicada pela Austrália desde dezembro de 2025, que impõe multas às plataformas que não cumpram as restrições.

A medida pioneira conta já com adesões semelhantes de países como a Malásia e a Indonésia, enquanto o Governo do Reino Unido anunciou na segunda-feira que procurará o apoio do Parlamento para restringir o acesso às redes sociais a menores de 16 anos.

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