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Meta bloqueia 550 mil contas após proibição de redes sociais a menores de 16 anos na Austrália

Jovens argumentam que medida os priva de conexões e os deixa menos preparados para lidar com as realidades da vida na internet.

12 de janeiro de 2026 às 10:13

Cerca de 550 mil contas foram bloqueadas pela Meta durante os primeiros dias da histórica proibição de redes sociais para jovens na Austrália.

Em dezembro do ano passado, entrou em vigor uma nova lei que exige que as redes sociais mais populares do mundo, incluindo Instagram e Facebook, impeçam os australianos com menos de 16 anos de criar contas nas plataformas. 

A proibição, que está a ser acompanhada de perto em todo o mundo, foi justificada por ativistas e pelo governo como necessária para proteger as crianças de conteúdo e algoritmos prejudiciais, avança a BBC.

Empresas como a Meta concordaram que é necessário fazer mais para proteger os jovens online, no entanto, continuam a defender também outras medidas, e alguns especialistas levantam preocupações semelhantes. 

"Apelamos ao governo australiano para que dialogue construtivamente com a indústria de forma a encontrar uma solução melhor, como incentivar toda a indústria a elevar o padrão no fornecimento de experiências online seguras, que preservem a privacidade e sejam adequadas à idade, em vez de proibições generalizadas", disse a Meta numa publicação.

A empresa afirmou ter bloqueado 330.639 contas no Instagram, 173.497 no Facebook e 39.916 no Threads, durante a primeira semana da nova lei. 

Diversos governos, desde o estado americano da Flórida até vários países à União Europeia, têm experimentado limitar o uso de redes sociais nas crianças, no entanto, para além de elevar a idade mínima para 16 anos, a Austrália foi a primeira a negar a isenção por aprovação dos pais, tornando as suas leis as mais rigorosas do mundo, confirma a BBC.

A política é extremamente popular entre os pais e invejada pelos líderes mundiais, com os conservadores a prometer seguir o exemplo caso cheguem ao poder nas próximas eleições, previstas para antes de 2029. 

Alguns especialistas manifestaram preocupação com o facto de as crianças poderem contornar a proibição com relativa facilidade, seja a enganar a tecnologia que realiza as verificações de idade ou a contornar outros locais na internet, potencialmente menos seguros.

Apoiados por alguns defensores da saúde mental, muitos jovens argumentam que esta medida os priva de conexões e os deixa menos preparados para lidar com as realidades da vida na internet. 

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