Tigre abatido após matar 13 pessoas na Índia

Ativistas ambientais afirmam que a morte do animal podia ter sido evitada.

03 de novembro de 2018 às 19:56
O tigre de Bengala é um dos animais mais ameaçados do mundo Foto: Getty Images
O tigre de Bengala é um dos animais mais ameaçados do mundo Foto: Getty Images
Tigre fêmea Avni foi abatida por suspeitas de ter morto 13 pessoas Foto: Getty Images

1/3

Partilhar

Uma tigre fêmea de 6 anos chamada Avni (oficialmente T-1), suspeita de ter morto 13 pessoas no estado de Maharashtra, na Índia, foi abatida a tiro perto do distrito de Borati após uma operação de caça que já durava há dois anos. Os moradores estavam aterrorizados pelo animal desde então, mas ativistas ambientais defendem que a morte do animal selvagem não era necessária e temem pelo destino das suas crias.

Um comunicado do Departamento da Floresta de Maharashtra informou que os habitantes de Borati chamaram as autoridades na sexta-feira. Uma equipa chegou ao local com uma arma de tranquilizantes e outra arma de fogo, os vigilantes esperaram o animal dentro de um carro.

Pub

A felina foi avistada e primeiro disparou-se um dardo tranquilizante. No entanto, o animal reagiu e tentou atacar o carro. Foi então que a equipa optou por usar a arma de fogo, o que resultou na morte do anumal

A tigre fêmea terá matado pelo menos 13 pessoas desde 2016 e suspeita-se que tinha desenvolvido gosto por carne humana, uma vez que algumas vítimas tinham golpes profundos e os cadáveres estavam parcialmente comidos. Os testes de ADN, todavia, confirmam apenas cinco corpos com traços de saliva de fêmea de tigre.

Pub

O tigre de Bengala é um dos animais mais ameaçados do planeta. Estima-se que não existem mais de 5000 em estado selvagem. Na Índia existem várias reservas onde os animais são protegidos, mas, no segundo país mais populoso do mundo (1,3 mil milhões de pessoas), são frequentes os casos de encontros entre feras e humanos, que raramente acabam bem para uma das partes.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar