Tony Blair defende possibilidade de Reino Unido permanecer na Europa

Antigo primeiro-ministro britânico diz que país não deve excluir a hipótese de ficar na UE.

15 de julho de 2017 às 12:08
Tony Blair, antigo primeiro-ministro do Reino Unido Foto: Reuters
Tony Blair, antigo primeiro-ministro do Reino Unido Foto: Reuters
Tony Blair, antigo primeiro-ministro do Reino Unido Foto: EPA

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O antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair considera que o Reino Unido deve manter em aberto a possibilidade de permanecer na União Europeia caso o sentimento dos eleitores mude durante o período de negociação do 'Brexit'.

"A consideração racional das opções iria sensatamente incluir a opção de negociação para o Reino Unido ficar numa Europa ela própria preparada para se reformar e encontrar-nos a meio caminho", escreveu Tony Blair num ensaio sobre a saída do país da UE.

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"Dado o que está em causa e aquilo que diariamente estamos a descobrir sobre os custos do 'Brexit', como é que pode estar certo tirar deliberadamente da mesa a opção de um compromisso entre o Reino Unido e a Europa para o Reino Unido ficar?", escreveu Blair, que foi primeiro-ministro do país entre 1997 e 2007.

O ensaio divulgado este sábado pelo gabinete de imprensa de Blair reitera os esforços do ex-primeiro-ministro para imprimir reformas ao país que liderou durante dez anos, que disse estar "a perder o equilíbrio e estar a tropeçar, mas aparentemente sem qualquer escolha a não ser cambalear".

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O calendário de negociação proposto pela UE, e aceite por Londres, estabelece que as partes devem começar por entender-se sobre o acordo financeiro, sobre os direitos dos cidadãos expatriados e sobre a fronteira do Reino Unido com a Irlanda, antes de entrarem nas discussões de outros assuntos.

O Governo britânico queria, no entanto, começar por discutir o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Reino Unido, que deverá abandonar a União no final de março de 2019.

Na sequência do referendo a 23 de junho de 2016, o Reino Unido invocou, a 29 de março último, o artigo 50.º do Tratado de Lisboa que permite a saída de um Estado-membro do bloco europeu.

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O 'divórcio' só acontecerá depois de pelo menos dois anos de negociação com os outros 27 Estados-membros da UE.

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