Trabalhadoras do McDonald's em greve para lutar contra o assédio sexual
Paralisação ocorre no próximo dia 18 de setembro, terça-feira.
As trabalhadoras das lojas McDonald's de dez cidades norte-americanas vão unir esforços e realizar uma greve no próximo dia 18 de setembro, terça-feira, para chamar a atenção da empresa para o assédio sexual que dizem ser vítimas no seu local de trabalho.
Inspirado pelo movimento #MeToo, que surgiu em Hollywood e que teve como protagonistas várias caras mundialmente conhecidas, esta greve laboral é provavelmente o primeiro protesto cujo motivo tem por base o assédio sexual.
Estas funcionárias queixam-se de serem, entre outras coisas, apalpadas por chefes que lhes pedem sexo e se exibem para elas no local de trabalho. A paralisação vai ter lugar em Chicago, Los Angeles, Miami, Nova Orleães, St. Louis, São Francisco, entre outros locais.
Segundo a revista Vox, pelo menos dez mulheres apresentaram queixas de assédio sexual contra os restaurantes da McDonald's, e estima-se que agora sejam elas que estão na linha da frente desta paralisação, organizada em parceria com o Time's Up Legal Defense Fund, um grupo de assistência juridíca para trabalhadores vítimas de assédio sexual, e o Fight for $ 15, uma associação que luta por salários mais altos na indústria de fast food.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt