Traficantes impõem cor da roupa nas favelas
Milhares de moradores de favelas do Rio de Janeiro vivem sob regime ditatorial, imposto pelos traficantes ou pelas milícias formadas por polícias que controlam esses bairros pela força. Os novos ditadores fazem escutas telefónicas, proíbem músicas e impõem até cores obrigatórias no vestuário da população.
A denúncia, feita numa série de reportagens publicadas no jornal ‘O Globo’, do Rio de Janeiro, não cita o nome de nenhuma favela para não haver represálias contra os moradores. De acordo com a reportagem, quem se rebela contra as imposições dos criminosos ou dos polícias que controlam a região é espancado em público, obrigado a deixar o bairro com toda a família sem levar nada e, em casos mais extremos, executado.
O jornal narra episódios ocorridos em várias favelas do Rio. Um deles conta que uma banda que fazia sucesso foi obrigada a desfazer-se depois de um dos seus membros – que mora numa favela controlada por uma facção rival da que controla aquela onde moram os outros – ter sido brutalmente espancado só por ser amigo dos demais.
Segundo a reportagem, quem controla uma favela determina tudo na vida dos moradores, até dentro das suas casas, invadidas continuamente quer por traficantes, quer por polícias. Músicas que, mesmo que indirectamente, possam parecer aludir ao nome ou às cores oficiais de facções rivais são proibidas nas rádios comunitárias e até as roupas que os moradores vestem não podem ter cores usadas pelos inimigos.
Para terem a certeza de que ninguém denuncia esses excessos, os traficantes e polícias que comandam as favelas criam centrais telefónicas próprias, fazendo escuta das ligações realizadas até de cabinas telefónicas. Quem for apanhado a falar mal da facção ou de algum dos seus líderes é severamente punido. (FIM).
PRESA FALSA QUADRILHA DE JUÍZES
Uma quadrilha de falsos juízes, falsos promotores de Justiça e falsos advogados foi presa em São Paulo acusada de lesar pessoas que esperavam o pagamento de indemnizações de empresas ou da Justiça. Tendo tido acesso a uma lista com todos os dados de mais de 15 mil pessoas com dinheiro a haver da Justiça, os falsos magistrados ligavam para elas e convenciam-nas de que o dinheiro que esperavam já estava à sua disposição, bastando, para o receber, que a pessoa depositasse uma determinada quantia, entre 10% e 20% do valor, supostamente para pagar as custas do processo. O bando enviava para casa das vítimas telegramas com o timbre da Justiça avisando da iminência do pagamento e ainda indicava um telemóvel, para a pessoa ligar e se informar através do número do processo.
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