Três vítimas resgatadas com vida nove horas após colapso de prédio no Rio de Janeiro
Menino de cinco anos entre os feridos resgatados.
Um menino de cinco anos, uma mulher de 26 e um homem com idade não divulgada foram resgatados com ferimentos graves pelos bombeiros pouco depois das 15h00 locais (19h00 em Lisboa), mais de nove horas após o desmoronamento do prédio em que viviam na favela da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro. Até esse momento, o número oficial de mortos era de três, e o de feridos de 10, havendo ainda um número indefinido de desaparecidos.
Para conseguirem resgatar com vida esses feridos, os bombeiros fizeram durante horas um lento mas ininterrupto e desgastante trabalho de remoção de escombros, muitas vezes de forma manual. Mantendo contacto de voz o tempo todo com as vítimas tanto para definir a localização exata quanto para as manter acordadas, os bombeiros removeram um a um pequenos e gigantescos pedaços de pedra, de ferro e outros materiais que estavam sobre as vítimas, que sobreviveram em bolsões de ar que se formaram nos escombros do edifício.
Esse e outro edifício contíguo, recentemente construídos e ainda só parcialmente ocupados desmoronaram pouco depois das seis horas da manhã desta sexta-feira por causas ainda não esclarecidas mas que podem ter a ver com as fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro na segunda-feira e com a má qualidade dos materiais usados na construção.
Os dois imóveis faziam parte de um conjunto de 60 prédios construídos clandestinamente em terrenos invadidos no alto do Morro da Muzema pela milícia que controla a região, formada por polícias e ex-polícias criminosos que comercializam os apartamentos por preços muito abaixo dos de mercado mas depois obrigam os moradores a pagar mensalmente taxa de segurança e a só comprarem gás, alimentos e tv a cabo com lojas ligadas à quadrilha.
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