Trisavó que viveu duas guerras mundiais e duas pandemias dá conselhos para chegar aos 103 anos
Auxiliar do lar revela que Margaret "tem a melhor personalidade, é atrevida, adora abraçar todos" e estava muito entusiasmada por fazer 103 anos.
Margaret Walton celebrou os seus 103 anos no lar onde habita em Blackburn, Inglaterra, com uma pequena festa com distanciamento social. Já sobreviveu a duas guerras mundiais e duas pandemias e revela estar feliz por tudo o que já viveu.
Nasceu em Blackburn a 14 de agosto de 1917, a meio da I Guerra Mundial. A gripe espanhola 'rebentou' um ano depois, quando era ainda uma bebé e, aos 22 anos, começou a II Guerra Mundial. Na altura, trabalhava numa loja de doces, mas teve que abandonar este emprego para assumir o emprego que o pai tinha numa mercearia visto que este foi enviado para a guerra.
Nos anos 30, conheceu o marido Harry, que morreu há alguns anos, numas férias na Ilha de Man, entre a Inglaterra e Irlanda. O casal teve quatro filhos, sete netos, 14 bisnetos e dois trinetos, e está mais um a caminho.
Ao jornal britânico Mail Online, Denise, filha da centenária, referiu que a mãe era costureira e que, se não fosse ela, os filhos não teriam nada para vestir.
Na juventude, Margaret, era também uma "excelente padeira e amante da música", sendo Bing Crosby e Perry Como dois dos seus cantores favoritos, contou Denise.
"A Margaret costuma pedir aos funcionários que lhe contem os seus problemas para que lhes possa dar beijos ou abraços e oferecer-lhes os seus conselhos", confessou Natalie Vernon, uma das auxiliares do lar onde habita a idosa. "Ela é a ‘vida’ das nossas festas e sempre a que dança mais", acrescentou Vernon.
Natalie referiu ainda que Margaret ama muito a família e que está sempre a realçar a sorte que tem em tê-los.
Atualmente, Margaret passa o tempo a entreter os outros residentes e a fazer palavras cruzadas. A mesma auxiliar revelou ao mesmo jornal que a idosa estava muito entusiasmada por fazer 103 anos. "Ela tem a melhor personalidade, é atrevida e adora abraçar todos".
Conselhos "sábios"
"Eu vi e tive muitas memórias ao longo da minha vida e experimentei tudo na vida, desde os altos aos baixos", referiu Margaret.
"Estarei sempre grata pela vida que tive e vivi nos tempos em que famílias e amigos tiveram muitas ‘dores de cabeça’, mas a vida testa-nos e quando olho para trás e vejo o que conquistei, não poderia estar mais feliz", revelou a trisavó.
"Não me arrependo e o meu segredo para uma vida longa é não me preocupar com as pequenas coisas e aproveitar o que a vida nos dá, a vida é muito curta para viver, embora pareça não ser curta para mim", rematou.
Devido às medidas de saúde impostas para fazer frente à pandemia da Covid-19, Margaret não conseguiu ter a festa que desejaria. No entanto, a família sentou-se à porta do lar onde reside para lhe cantar os parabéns.
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