Trump ameaça retirar tropas da Europa

Presidente dos EUA reitera "desilusão" com aliados à chegada à Cimeira da NATO em Ancara.

08 de julho de 2026 às 01:30
Donald Trump Foto: Mark Schielbein/AP
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Luís Montenegro chega a Ancara, na Turquia, com dois por cento de investimento do PIB em defesa. Mas em comparação com os cinco por cento definido como meta, ainda é menos de meio caminho. Essa é a exigência de Donald Trump e se esta Cimeira da NATO poderia ser de reconciliação, o presidente norte-americano deixou claro ao que vinha. Reforçou que está “desiludido” com os aliados pela falta de apoio na guerra contra o Irão. “Porquê gastar milhares de milhões se não estão para cá para nós, quando estamos para eles?”, questionou mais do que uma vez ao ser recebido pelo presidente turco, Tayyip Erdogan. “Nem queria a ajuda deles”, acrescenta o presidente norte-americano, que deixou um aviso: "Não temos de gastar dinheiro. Podíamos retirar todos os militares da Europa”.  

Para além disso, o presidente dos EUA voltou ao ataque sobre a Gronelândia. Não falou de invasão, mas repetiu que deveria ser dos norte-americanos. Claro que as provocações de Trump não são novas e muitas acabam em saco roto. Mas é com esta premissa que os aliados vão ter de trabalhar.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não fazendo parte da NATO, vai encontrar-se com Trump durante o dia de hoje mas ontem já deixou o pedido feito. “A Europa precisa urgentemente de ter mais capacidade de produção” anti-mísseis e é nesse tópico que deve apostar. Reforça que a Ucrânia tem das maiores capacidades de drones do mundo mas que os mísseis da Rússia “são o seu último grande recurso”. Para Zelensky, a Europa precisa da sua produção antiaérea “para hoje”. 

 O líder ucraniano deixa ainda nas entrelinhas o pedido que tem reiterado. “Acreditam mesmo que é correto deixar de fora da NATO um país e um povo com este nível de capacidade defensiva?”, questiona. Sem ter “orgulho”, o presidente ucraniano lembra que as suas forças matam “30 mil militares russos por mês”. “Não fazemos por prazer como Putin”, remata.

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