Trump despede chefe da segurança eleitoral
Chris Krebs foi afastado do cargo dias após certificar publicamente que não existiu qualquer fraude eleitoral.
O presidente Donald Trump demitiu sumariamente o responsável máximo pela segurança das eleições americanas, Chris Krebs, dias depois deste garantir publicamente que não existiu qualquer fraude nas presidenciais de 3 de novembro.
Krebs, da Agência de Cibersegurança e Infraestruturas do Departamento de Segurança Interna, já tinha admitido em privado que esperava ser demitido por contrariar abertamente o presidente, que se recusou a reconhecer os resultados das eleições e alegou a existência de fraude eleitoral a favor de Joe Biden. “Fizemos o que estava correto”, escreveu esta quarta-feira Krebs no Twitter, afirmando-se “honrado por ter servido o país”.
Ao anunciar o despedimento de Krebs, Trump acusou o responsável de ter feito “declarações altamente incorretas” sobre a segurança das eleições, insistindo que ficaram marcadas por “enormes irregularidades e fraudes”, incluindo “votos em nome de pessoas mortas, observadores impedidos de acompanhar a contagem dos votos e erros nas máquinas de contagem dos votos” que alteraram o resultado.
O presidente-eleito Joe Biden condenou veementemente o despedimento de Krebs, afirmando que “devia receber uma medalha por proteger as eleições e não ser despedido por dizer a verdade”.
Recontagem dos votos no Wisconsin
A campanha de Trump pediu esta quarta-feira a recontagem dos votos em dois condados do Wisconsin, Milwaukee e Dane, alegando que milhares de votos enviados por correio foram alterados. “Os eleitores do Wisconsin têm o direito de saber se o processo eleitoral decorreu de forma legal e transparente”, afirmou um porta-voz da campanha. Joe Biden venceu no Wisconsin por cerca de 20 mil votos. Os aliados de Trump interpuseram ainda uma ação legal para suspender a certificação dos resultados no Nevada .
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