Trump diz que acordo com Irão "evitou depressão mundial"

Críticos são "invejosos, maldosos e estúpidos", diz o presidente dos EUA.

19 de junho de 2026 às 01:30
Donald Trump Foto: The White House
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Donald Trump rejeitou as críticas ao memorando de entendimento com o Irão, garantindo que permitiu reabrir o estreito de Ormuz e evitar uma “depressão mundial”, embora ele próprio tenho admitido implicitamente que muitos dos objetivos ficaram por cumprir.

“Estes idiotas que dizem que eu não fui suficientemente duro com o Irão, quando as bolsas estão a bater recordes e o preço do petróleo está a cair, só podem ser invejosos, maldosos ou estúpidos”, escreveu o presidente dos EUA na plataforma Truth Social pouco depois de ter assinado formalmente o Memorando de Entendimento com o Irão durante um jantar de gala no Palácio de Versalhes, em França, no final do G7. Segundo Trump, “ninguém é mais inteligente que os mercados, e os mercados adoraram o acordo”. “A alternativa seria uma depressão global... o estreito de Ormuz nunca seria reaberto”, alegou.

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Os críticos, incluindo muitos ‘falcões’ republicanos, dizem que o acordo é pior que o acordo assinado por Obama em 2015 e acusam Trump de fazer demasiadas cedências ao Irão sem obter nada em troca exceto a reabertura de Ormuz. O acordo, recorde-se, abre a porta ao levantamento imediato da proibição de venda de petróleo iraniano e ao fim das sanções internacionais, além da criação de um fundo de reconstrução de 300 mil milhões de dólares e a devolução dos fundos iranianos congelados. “O dinheiro não é nosso, vamos ter de o devolver”, admitiu Trump, que reconheceu também que o Irão poderá manter parte da sua capacidade balística, cuja destruição total era um dos objetivos da guerra. “Têm que ter alguns mísseis, porque os outros países também têm. O que é que eu vou fazer? Deixo a Arábia Saudita ter mísseis e o Irão não?”, afirmou.

O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, também já assinou o Memorando, colocando em dúvida a realização da cerimónia oficial que estava agendada para esta sexta-feira na Suíça, mas que não foi formalmente cancelada. Segundo o presidente do Parlamento de Teerão, Mohammad Bagher Ghalibaf, o acordo “é o registo do fracasso americano”. “As pessoas vão ler a tirar as suas conclusões”, afirmou.

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