Trump pondera substituir concertos do 250.º aniversário dos EUA por discurso da "maior atração do mundo" (o próprio)

Decisão de cancelar concertos advém do facto de vários artistas terem desistido de participar no evento.

30 de maio de 2026 às 22:00
Donald Trump Foto: M. Alvarez/AP
Partilhar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este sábado que está a considerar cancelar uma série de concertos previstos para assinalar o 250.º aniversário da independência norte-americana, depois de vários artistas terem desistido de participar no evento. Em alternativa, o chefe de Estado admite realizar um discurso e um comício político.

Numa publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que poderá substituir os concertos por uma intervenção pública, descrevendo-se como "a atração número um em qualquer lugar do mundo". O presidente acrescentou ainda que consegue reunir "audiências muito maiores do que Elvis no auge da sua carreira, e sem precisar de uma guitarra".

Pub

O líder norte-americano escreveu que "o maior presidente da história", referindo-se a si mesmo, poderá substituir os "artistas de terceira categoria e altamente remunerados" e fazer um discurso. "Não quero os chamados 'artistas' que ganham demasiado dinheiro e que não são felizes. Só quero estar rodeado de pessoas felizes, inteligentes, bem-sucedidas e que sabem como VENCER", disse através da sua rede social. Afirmou ainda que "há dois anos, os Estados Unidos eram um país MORTO".

Os concertos da iniciativa Freedom 250 estão agendados para decorrer entre 25 de junho e 10 de julho no National Mall, em Washington D.C., e destinam-se a celebrar os 250 anos da fundação dos Estados Unidos.

Pub

No início desta semana, Bret Michaels, vocalista da banda de rock Poison, tornou-se o quinto músico a retirar-se do alinhamento do evento. Entre os artistas que também desistiram encontram-se a cantora de música country Martina McBride e o grupo de funk e soul The Commodores.

No seu site oficial, a organização Freedom 250 apresenta a iniciativa como uma celebração do "triunfo do espírito americano". No entanto, algumas das comemorações associadas ao aniversário do país têm sido alvo de críticas por alegadamente promoverem a figura de Donald Trump.

Entre as medidas contestadas estão propostas para incluir o rosto do presidente em moedas comemorativas, a sua assinatura em notas de dólar e a sua imagem num passaporte especial criado para assinalar a efeméride.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar