Trump quer facilitar prática da caça nos parques nacionais e áreas naturais
Secretário do Departamento do Interior, Doug Burgum, emitiu uma ordem em janeiro destinada a várias agências para que removessem o que classificou como "barreiras reguladoras e administrativas desnecessárias" à caça e pesca.
O governo de Donald Trump está a pressionar os gestores de parques nacionais, áreas naturais e refúgios para reduzirem as restrições à caça, o que coloca questões sobre o impacto na vida selvagem e segurança dos visitantes.
O secretário do Departamento do Interior, Doug Burgum, emitiu uma ordem em janeiro destinada a várias agências para que removessem o que classificou como "barreiras reguladoras e administrativas desnecessárias" à caça e pesca e justificassem as que queriam manter em vigor.
A ordem aplica-se a 55 locais nos 48 Estados contíguos, sob a jurisdição do Serviço dos Parques Naturais, e é divulgada quando a caça é uma atividade em declínio.
Com efeito, apenas 4,2% da população com mais de 16 anos em 2024 se identifica como caçadora, o que deixa as agências estaduais com pouca receita proveniente da venda de licenças e taxas sobre armas e munições.
Dan Wenk, um antigo dirigente do Parque Nacional de Yellowstone, disse que os gestores dos parques estabeleceram as suas regulações m contacto com os envolvidos, pelo que muitas das restrições têm sido aceites. Considerou também que não faz sentido o governo de Trump querer mudá-las sem uma discussão pública substancial.
Em entrevista telefónica à AP, disse mesmo: "Isto nunca foi questão. Gostaria de saber qual é o problema que se está a tentar resolver. E gostaria d compreender os custos que a mudança vai implicar para os recursos e a segurança do visitante".
A porta-voz do Departamento do Interior, Elizabeth Peace, assegurou em correio eletrónico que a ordem era uma "abordagem de senso comum à gestão das terras públicas", prometendo que quaisquer limites necessários à segurança pública, proteção de recursos ou cumprimento da lei continuarão a existir.
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