Turista norte-americana libertada de cativeiro em casa de luxo no Rio de Janeiro
Homem tirou-lhe o passaporte e impediu-a de ligar para a família.
A polícia do Rio de Janeiro invadiu uma casa de alto padrão na Estrada do Joá, no elegante bairro de São Conrado, zona sul daquela cidade brasileira, e libertou uma turista norte-americana que estava a ser mantida em situação de cativeiro. O dono da residência de luxo, que se identificou como realizador de cinema, nega o cativeiro mas não explicou porque a turista não pode regressar aos EUA e era mantida trancada no imóvel.
De acordo com a DEAT, Divisão Especializada em Apoio aos Turistas da polícia do Rio de Janeiro, a cidadã dos Estados Unidos viajou para aquela cidade brasileira para as festas de fim de ano, o badalado reveillon de Copacabana, um dos mais famosos do mundo. Porém, ao tentar regressar ao seu país, de acordo com os relatos que a polícia conseguiu, a mulher foi impedida pelo dono da casa onde se tinha hospedado, um conhecido da sua família nos EUA.
Conforme essas informações iniciais, o homem tirou-lhe o passaporte e impediu-a de ligar para a família, mas a mulher aproveitou um descuido do seu suposto captor e enviou uma mensagem para a irmã, nos Estados Unidos, a dar conta que estava confinada à força e que tinha sido agredida pelo dono do imóvel, e a familiar acionou o consulado norte-americano no Rio de Janeiro que, por seu turno, pediu a intervenção da polícia local. Forças do BPTUR, Batalhão Policial de Apoio a Turistas, cercaram e invadiram o imóvel de luxo, localizado numa das áreas mais nobres e mais caras do Rio, encontraram a turista e libertaram-na.
A turista foi levada para a Clínica São Vicente, famosa unidade particular de saúde na Gávea, também na zona sul, para ser tratada a algumas lesões, que segundo ela e familiares seriam decorrentes de agressão por parte do dono da casa. Ele nega ter batido na americana e diz que durante uma forte discussão após a passagem de ano ela ficou muito nervosa, teve um ataque epilético e caiu, altura em que ocasionou as lesões.
De acordo com a delegada (inspectora) Patrícia Alemany, da DEAT, a história é bem confusa e há coisas que não se encaixam, tanto na versão da turista americana quanto na do dono da casa de luxo em que ela foi encontrada. Por isso a polícia vai continuar as investigações e a ouvir possíveis testemunhas esta quarta-feira, dia em que chega ao Rio de Janeiro a irmã da turista, que viajou dos EUA para a levar de volta para casa.
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