Última ferida no massacre do Realengo tem alta mesmo sem andar
A última aluna ferida no massacre de Realengo que ainda estava internada teve alta nesta terça-feira do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro.
Tatiane Tavares, de 13 anos, não consegue andar mas os médicos que a acompanharam até hoje afirmam que ela tem possibilidade de voltar a recuperar os movimentos nas pernas com o tempo e muito esforço.
O ataque, que ficou conhecido como massacre de Realengo, ocorreu no dia 7 de Abril na Escola Tasso da Silveira, em Realengo, bairro na zona oeste da capital carioca e chocou o Mundo pela ferocidade e gratuidade com que foi perpretado.
Um ex-aluno da escola, Wellington Menezes Oliveira, de 23 anos, entrou naquele estabelecimento de ensino armado com dois revólveres e assassinou 12 estudantes, deixando ainda outros 13 feridos, antes de se suicidar com um tiro na cabeça quando a polícia chegou.
Numa carta confusa deixada na mochila que levava ao invadir a escola, o atirador falava em Deus, explicitava aos que chamou impuros como deveriam sepultá-lo e justificava o seu acto com suposto bullying que sofrera quando mais novo.
Wellington foi enterrado numa cova rasa, como mendigo, duas semanas depois do seu tresloucado acto, já que, tendo-se esgotado o prazo legal para isso, ninguém da família apareceu para reclamar o corpo ou se mostrou interessado em realizar o funeral.
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