Vacina contra o Ébola pode demorar até nove meses a ficar pronta
No passado domingo, dia 17, a OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional, mas afirmou que não se trata de uma pandemia.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que poderá demorar até nove meses para que uma vacina contra a espécie de Ébola mais recentemente identificada, Bundibugyo, esteja pronta.
Estão a ser desenvolvidas duas possíveis "vacinas candidatas" contra a espécie Bundibugyo, mas nenhuma delas passou ainda por ensaios clínicos, explicou esta quarta-feira um membro da OMS, Dr. Vasee Moorthy, à BBC.
O diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que já se registaram 600 casos suspeitos de Ébola e 139 mortes na República Democrática do Congo (RDCongo) e no Uganda, no entanto, estima-se que os números possam aumentar dado o tempo necessário para detetar o vírus.
No passado domingo, dia 17, a OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional, mas afirmou que não se trata de uma pandemia.
O Dr. Tedros afirmou que, após uma reunião esta terça-feira, o comité de emergência da OMS concordou que a situação "não constituía uma emergência pandémica". "A OMS avalia o risco da epidemia como elevado a nível nacional e regional e baixo a nível global", explicou.
"Sabemos que a dimensão da epidemia na RDCongo é muito maior", afirmou o diretor-geral da OMS, acrescentando que entre os mortos se encontram profissionais de saúde, o que constitui uma preocupação particular.
Os profissionais de saúde locais afirmam que algumas instalações estão a ficar sobrecarregadas. Embora o equipamento de proteção individual tenha começado a chegar, explicam que continuam a trabalhar sem a proteção adequada.
Um responsável da OMS afirmou que estavam em curso investigações para determinar há quanto tempo o vírus se tem vindo a propagar, mas que a prioridade era travar a transmissão.
O primeiro caso conhecido foi o de uma enfermeira que desenvolveu sintomas e morreu a 24 de abril, em Bunia, capital da província de Ituri, na República Democrática do Congo.
O Ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais e através de feridas na pele, causando hemorragias graves e falência de órgãos.
O vírus foi descoberto pela primeira vez em 1976, no que é hoje a República Democrática do Congo, e pensa-se que se tenha propagado a partir de morcegos. Os sintomas iniciais assemelham-se a doenças como a malária e a febre tifoide que são comuns na República Democrática do Congo.
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