Von der Leyen alerta líderes para "instrumentalização das migrações"

Presidente da Comissão Europeia disse que o executivo está empenhado na implementação do Pacto em matéria de Migrações e Asilo.

17 de dezembro de 2025 às 11:28
Ursula von der Leyen Foto: OLIVIER HOSLET/Lusa_EPA
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou, esta quarta-feira, o Conselho Europeu para o crescimento da "instrumentalização das migrações", considerando que estão a prejudicar a segurança da União Europeia (UE).

De acordo com uma carta endereçada aos presidentes e primeiros-ministros que representam os 27 países da UE no Conselho Europeu, Ursula von der Leyen disse que "não é possível ficar simplesmente a olhar para os desafios cada vez mais prementes da instrumentalização das migrações".

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"São um desafio para as nossas fronteiras externas e menorizam a segurança interna da União Europeia", acrescentou a presidente do executivo comunitário, prometendo o apoio da Comissão Europeia para ajudar cada Estado-membro "a debelar estas ameaças".

Nos últimos anos, a União Europeia denunciou que países como a Rússia e a Bielorrússia "instrumentalizam os migrantes", para criar pressão nas fronteiras externas do bloco comunitário europeu.

Para isso, Ursula von der Leyen recordou que a Comissão Europeia vai disponibilizar 250 milhões de euros para a aquisição de drones (aeronaves pilotadas remotamente) e outros instrumentos de vigilância e patrulhamento das fronteiras.

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A presidente da Comissão Europeia disse que o executivo que encabeça está empenhado na implementação, a partir do próximo ano, do Pacto em matéria de Migrações e Asilo.

No início de 2026, Ursula von der Leyen comprometeu-se com a apresentação da Estratégia da UE para Migrações e Asilo: "O nosso objetivo vai ser fortalecer a nossa coesão ao nível europeu, procurar caminhos inovadores e ser assertivos nos nossos papéis regionais e globais na cooperação em matéria de migrações, incluindo no contexto do Conselho Europeu."

Ursula von der Leyen fez um resumo do trabalho feito ao nível da UE e em particular da Comissão Europeia no que diz respeito às migrações.

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Recentemente, recordou a presidente do executivo comunitário europeu, foi assinado o Pacto para o Mediterrâneo, que, essencialmente, reforça a cooperação entre os países da UE banhados por este mar e países externos que também têm fronteiras com o Mar Mediterrâneo.

O Mediterrâneo é a principal rota de migrações.

Os "retornos", uma matéria sobre a qual os Estados-membros ainda não chegaram totalmente a acordo, preocupam a presidente da Comissão Europeia: "Com uma média de retornos de 24%, é necessário um quadro legal mais forte, complementado com medidas operacionais intensificadas."

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Ursula von der Leyen disse que é necessário "criar uma nova base legal" para fazer regressar aos países de origem pessoas que tenham visto recusada a possibilidade de permanecer num dos 27 países do bloco político-económico europeu.

As migrações são uma temática discutida em praticamente todas as reuniões do Conselho Europeu.

A última cimeira de líderes de 2025 vai realizar-se entre quinta e sexta-feira, em Bruxelas, e é presidida pelo português António Costa.

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