Zika multiplica casos de uma doença rara
Colômbia confirmou a morte de três pessoas com Guillain-Barré.
A epidemia do vírus Zika que atinge o Brasil e que provocou um forte aumento nos casos de microcefalia, deformação no cérebro de fetos cujas mães foram infetadas na gestação e que matou 76 bebés em três meses, fez explodir igualmente casos de outra doença neurológica muito grave, a síndrome de Guillain-Barré. Essa doença provoca paralisia parcial ou total em adultos e, em casos mais agudos, pode levar à morte.
No Rio de Janeiro, campeão em casos de Guillain-Barré, o Hospital António Pedro, da Universidade Federal Fluminense, centro de referência em neurologia e onde ontem estavam internados seis pacientes com paralisia, recebeu só em janeiro 16 pessoas com a doença, mais do triplo das cinco atendidas em todo o ano de 2015.
Coordenador dos atendimentos de Guillain-Barré no António Pedro, o Dr. Osvaldo Nascimento diz-se alarmado com o aumento e a gravidade dos casos, que também atingiram outros estados, como Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Na Colômbia, segundo país com mais casos de Zika, a Guillain-Barré também assusta e pode já ter provocado mortes. O ministro da Saúde, Alejandro Gaviria, atribuiu a morte de uma pessoa em San Andrés e duas outras em Turco à síndrome de Guillain-Barré provocada pelo Zika.
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