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Venezuela com 255 casos relacionados com vírus Zika

OMS diz que risco de expansão na Europa durante o inverno é muito baixo.

29 de janeiro de 2016 às 18:58

As autoridades venezuelanas detetaram 255 casos da síndrome neurológica de Guillain-Barré, relacionada com o vírus Zika e que em alguns casos pode causar paralisia ou debilidade muscular, segundo a ministra da Saúde da Venezuela, Luisana Melo.

Até agora, foram contabilizados na Venezuela 4.500 casos suspeitos do vírus Zika, de acordo com a governante, que descartou a ocorrência de casos de microcefalia em bebés associados ao vírus, que se propagou já por 24 países americanos e do Caribe.

No entanto, Luisana Melo assinalou que aquele número não corresponde ao total de casos, uma vez que, segundo cálculos das autoridades, três em cada quatro pessoas com o vírus é assintomática, pelo que o número de casos pode ser muito superior.

Ainda de acordo com a ministra, foi concebido "um plano de abordagem com atividades de promoção e prevenção" relativas à doença a implantar em todo o país, aí se incluindo a utilização de cerca de 70.000 litros de inseticida para pulverizações.

Risco de expansão na Europa durante o inverno é muito baixo

O risco de importação do vírus Zika na Europa aumentou mas a possibilidade de se propagar pelo continente durante o inverno permanece "extremamente baixa", considerou a delegação europeia da Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Apesar de os mosquitos 'Aedes' estarem presentes em vários países europeus, sobretudo na área mediterrânica, as atuais condições climáticas não são apropriadas para a sua atividade", assinalou em comunicado o gabinete regional europeu deste organismo, com sede em Copenhaga.

A chegada da primavera e do outono significará no entanto um aumento do risco, porque os mosquitos vão encontrar melhores zonas de reprodução em climas mais cálidos, advertiu a OMS.

A OMS ressalvou ainda que a contínua propagação do vírus no continente americano faz aumentar o risco da chegada à Europa de viajantes infetados, como ficou comprovado pelos diversos países, incluindo Portugal, que comunicaram casos nas últimas semanas.

O Zika afeta 22 países americanos e forçou os governos da região a adotarem medidas extremas, casos do Brasil e República Dominicana, que mobilizaram forças militares para conter o mosquito transmissor deste vírus, da febre Dengue e do Chikungunya.

A infeção com o vírus Zika pode causar febre, apesar de não muito alta, olhos vermelhos sem secreção nem prurido, erupção cutânea com pontos brancos e vermelhos e, em menor frequência, dor muscular e articular.

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