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139 militares portugueses regressaram hoje do Afeganistão

Membros da 5ª Força Nacional regressam após de seis meses a garantir a vigilância ao aeroporto de Cabul. 
Lusa 25 de Janeiro de 2021 às 19:06
Aeroporto de Cabul
Aeroporto de Cabul FOTO: Getty Images
Cento e trinta e nove militares portugueses, últimos membros da 5ª Força Nacional Destacada ainda em missão, regressaram esta segunda-feira do Afeganistão, depois de seis meses a garantir a vigilância ao aeroporto de Cabul. 

De acordo com uma nota do Ministério da Defesa Nacional, estes militares foram os últimos a regressar de um total de 168, tendo sido hoje recebidos pela Secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Catarina Sarmento e Castro.

"Com um total de 168 militares, provenientes de várias unidades da Brigada de Intervenção do Exército, a 5.ª Força Nacional Destacada integrou, nos últimos seis meses, uma Força de Reação Rápida, ao abrigo da Operação Resolute Support Mission da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] responsável por garantir a vigilância e a proteção ao Aeroporto Internacional de Cabul", pode ler-se na nota publicada na página oficial do ministério. 

Alguns militares desta força integraram ainda "uma unidade nacional de apoio (National Support Element), destinada a suportar todo o apoio logístico necessário aos militares portugueses no terreno". 

Antes do final da missão, os militares do Exército de ambas as missões foram distinguidos com a Medalha NATO "Não Artigo Quinto" que, de acordo com a nota, "reconhece e distingue os elevados serviços prestados pelos militares em contexto de campanhas ou operações de segurança e de paz". 

Estes militares "passaram o testemunho" aos militares da 6ª Força Nacional Destacada que este mês já partiram para o Afeganistão, no âmbito da missão da Aliança Atlântica.

"Os militares da 6.ª FND, composta por 170 militares da Brigada Mecanizada, da Zona Militar dos Açores e da Zona Militar da Madeira, permanecerão no Afeganistão até 31 de maio", finaliza a nota. 

A missão da NATO no Afeganistão foi lançada no dia 01 de janeiro de 2015 após a anterior missão Internacional das Forças para Assistência e Segurança (ISAF).

Na cimeira de julho de 2018, em Bruxelas, os aliados comprometeram-se em manter a missão "até que as condições indicarem mudanças apropriadas". 

Em setembro de 2020, a NATO elogiou o início das negociações de paz entre afegãos urgindo o governo e os talibãs a cumprirem compromissos no sentido de se alcançar um acordo de paz.

"Os aliados vão ajustar a presença das tropas no apoio ao processo de paz enquanto mantêm o empenho no treino das forças de segurança afegãs e nas instituições" do país, refere o portal oficial da missão da NATO no Afeganistão.

Cerca de 12 mil efetivos de 38 países da NATO e de estados parceiros da organização integram a "Resolute Support Mission".

O conflito no Afeganistão prolonga-se desde 2001 sendo que nesta altura os Estados Unidos se encontram a retirar as forças norte-americanas do terreno, no quadro das negociações de Doha, e por decisão da administração do presidente Donald Trump.

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