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As histórias das vítimas de Nice

Brodie tinha 11 anos e morreu com o pai neste ataque.

15 de julho de 2016 às 13:55

A tragédia, tal como o terror que a despoletou, não tem rosto e transcende os credos, as idades e as nacionalidades. 

As vítimas do ataque desta quinta-feira em Nice são disso exemplo. Entre os habitantes franceses que sucumbiram no atentado, há pelo menos três vítimas alemãs, duas norte-americanas, uma suíça, uma arménia, uma russa e uma ucraniana.

Há muitos feridos graves. 

Dez crianças perderam a vida

Mas há tragédias que, pelo impacto, chocam mais que outras: estima-se que existam pelo menos dez crianças entre as vítimas. As imagens não mentem: por entre os corpos que jazem na estrada, lençóis cobrem pequenos corpos acompanhados de brinquedos que jazem com eles. 

Pai e filho morrem juntos

Uma das crianças consta na lista de vítimas norte-americanas. Segundo a página de Facebook da equipa de baseball "The Hill Country", do Texas, Sean e Brodie Copeland, pai e filho, perderam a vida no ataque. Brodie tinha apenas 11 anos e jogava no clube local. A publicação incluía uma fotografia de Brodie, sorridente, a nadar na Riviera francesa horas antes do ataque. 

Desespero de um pai à porta do hospital

Tahar Mejri, de 39 anos sabia que a mulher tinha morrido no ataque de sexta-feira. Viu-a ser atingida pelo camião. Mas perdeu o filho na confusão e há 48 horas que o procurava . Encontrou a trotinete de Kylan, de quatro anos, na avenida da morte. Tentou tudo, foi à sesquadras de polícia, aos hospitais, divulgou a foto do filho no Facebook. A noticia mais dura recebeu-a na manhã deste sábado, no hospital Pasteur, em Nice. O filho está morto. A foto do seu desespero é uma das mais marcantes do drama de Nice.

Seis mortos da mesma família

Menino de quatro anos

 Coviaux, um menino dequatro anos emeio,foi atingidopelo camão em frente aos pais. "Era um rapaz reguila que sabia construir o seu mundo. A sua maior paixão era atirar pedras ao mar", conta o pai, Mickaël Coviaux ao jornal Le Parisien. A família vivia em Nice há três anos e esta era a primeira vez que Yannis via fogo de artifício. "Estava muito feliz com os seus amigos", conta o pai. 

De quatro irmãs, duas não voltam a casa

Era suposto serem as férias da vida delas. As quatro irmãs, Dorota, de 24 anos, Magda de 21, Marzena de 20 e Gabi, de 18 anos partiram da cidade polaca de Krzyszkowice para as férias das suas vidas, em casa do noivo da mais velha, na Côte d'Azur. Tinham perdido a mãe há quatro anos e deixaram em casa o pais com os dois irmãos mais novos. Mas só duas regressam a casa com vida. Magda e Marzena não resistiram ao brutal atropelamento.

Homem morre a proteger mulher grávida

Entre as vítimas figura Timothy Fournier, de 27 anos, que vivia em Paris. Morreu a proteger a esposa, grávida de sete meses. Acabou colhido enquanto a empurrava para o lado, para a tirar do caminho do veículo, conta um primo da vítima, citado pelo Le Figaro.

Professor e alunos morrem em viagem de finalistas

As três vítimas alemãs são, ao que tudo indica, dois alunos e um professor. Segundo as autoridades da Alemanha, todos pertenciam a uma escola que se situa nos arredores da capital alemã e estava numa viagem de finalistas.

Cabo Verde também tem uma vítima

Uma jovem de ascendência cabo-verdiana está entre as vítimas mortais do atentado de quinta-feira à noite em Nice, sul de França, confirmou esta sexta-feira um familiar à Rádio de Cabo Verde (RCV).

Segundo a mesma fonte, a jovem de 25 anos, que nasceu em França, encontrava-se na companhia dos pais, irmão e outros primos, e terá morrido no local, enquanto os progenitores estão hospitalizados com ferimentos sofridos durante o ataque.

O pai da jovem é oriundo da ilha cabo-verdiana de Santiago.

Estudante de Moscovo estava de férias

Victoria Savchenko, de 21 anos, estudava Finanças na capital da Rússia. Foi com uma amiga de férias a Nice e estava a participar das festividades quando foi atingida pelo camião. Morreu de forma imediata. "Estávamos a passear quando vimos o camião a mexer-se de uma maneira estranha. Ela foi atingida e morreu e eu fui levada para o hospital", contou a amiga, de 22 anos, ao "Daily Mail". 

Hamza Charrihi, de 28 anos, chora a morte da mãe, Fatima Charrihi, enquanto mostra o bilhete de identidade dela e presta homenagem à sua memória. Ao jornal L'Express garante que a mãe foi a primeira vítima do massacre. Deixa sete filhos.

"O meu irmão ainda a tentou resuscitar, mas os médicos dizem que ela morreu logo ali. Descreveu a mãe como uma "pessoa extraordinária" e garantiu que ela "usava o véu do Islão" e praticava "o Islamismo da forma correta", "uma religião moderada e verdadeira" e "não esta versão dos terroristas". Agora que se sabe que o autor do ataque é franco-tunisino, as autoridades mostram o outro lado da moeda: três das suas vítimas também são da Tunísia. Uma mulher, identificada como "Olga Bent Souayah, nascida em 1985" morreu e o seu filho, de quatro anos, está desaparecido (mas pensa-se que será uma das crianças mortas ainda por identificar). Para além dela, um mecânico que trabalhava em Nice, mas era de Beja (norte da Tunísia) também perdeu a vida. A primeira pessoa da região a ser declarada morta, no entanto, foi Bilal Labaoui, de 30 anos. 

Tunisinos também choram

Agora que se sabe que o autor do ataque é franco-tunisino, as autoridades mostram o outro lado da moeda: três das suas vítimas também são da Tunísia. Uma mulher, identificada como "Olga Bent Souayah, nascida em 1985" morreu e o seu filho, de quatro anos, está desaparecido (mas pensa-se que será uma das crianças mortas ainda por identificar). Para além dela, um mecânico que trabalhava em Nice, mas era de Beja (norte da Tunísia) também perdeu a vida. A primeira pessoa da região a ser declarada morta, no entanto, foi Bilal Labaoui, de 30 anos. 

Morre ao passar férias com o marido

Crianças morrem com ao lado da avó

Primeiras vítimas francesas conhecidas

Apesar de estarem, muito provavelmente, em maioria, o certo é que ainda não são conhecidos muitos dos nomes dos mortos franceses. Robert Marchand, de 60 anos, foi um dos primeiros franceses confirmados entre as vítimas. Era supervisor industrial em Marcigny, uma zona rural francesa, e deixa mulher e filha.

Chefe da polícia entre as vítimas

Entre os mortos também figura o

Chefe da polícia entre as vítimas

Entre os mortos também figura o "número 2" da polícia da fronteira.Trata-se de Emmanuel Grout, de 48 anos. Estava fora de serviço e tinha ido ver o fogo de artifício com a companheira, também ela comissária de polícia. 

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