Jovem confessa ter assassinado a docente e o filho de quatro anos, fruto da relação.
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É uma tragédia em que o predador se tornou a presa. Felicia Barahona, de 36 anos, ex-professora de uma escola de Brooklyn, nos EUA, e o filho, de apenas quatro anos, foram encontrados mortos em casa. O principal suspeito do duplo homicida é o pai da criança, Duran Infante, de 21 anos, ex-aluno de Barahona, com quem esta manteve uma relação, ainda quando este era menor de idade.
Felicia Barahona, na altura com 32 anos, começou a aliciar Duran Infante, com 16, no Facebook. O primeiro encontro entre os dois ocorreu em outubro de 2011, numa loja da Disney. A professora terá dito ao menor que "queria beijá-lo", mas não o fez porque estava com a filha, fruto de um anterior casamento.
A relação evoluiu, com troca de mensagens de cariz sexual mas, com medo de ser despedida da Escola Secundária DeWitt Clinton, Felicia Barahona dizia a Duran para esperarem até este atingir a maioridade. Tal não aconteceu e os dois envolveram-se sexualmente pouco depois de Duran Infante fazer 17 anos. O processo judicial que culminou com o despedimento e expulsão da professora, afirma que "os dois tinham relações sexuais pelo menos cinco vezes por semana" e que Felicia "não mostrava preocupação em proteger-se contra uma eventual gravidez".
Com efeito, pouco tempo depois, Felicia Barahona informou o ex-aluno de que estava grávida. Os dois diziam estar apaixonados e já tinham comprado as alianças para o casamento. Duran Infante mudou-se para a casa da professora e os dois prepararam tudo para o nascimento do filho de ambos, Miguel, que nasceu em agosto de 2012.
No entanto, a relação depressa começou a colapsar. Infante não gostou que Barahona quisesse levar o filho para fora do país para visitar a família. O jovem entrou numa espiral depressiva e sucumbiu ao vício do álcool. A mãe de Felicia Barahona deu conta de que a filha era vítima de violência doméstica, mas as autoridades nunca chegaram a investigar as denúncias.
Felicia acabou por terminar a relação e expulsou o jovem de sua casa, alegando que este "não se dava bem com a filha que tinha de um anterior casamento".
Duran Infante não aceitou a separação. Entrou em depressão profunda e dizia aos amigos que "não conseguia comer nem dormir porque estava completamente apaixonado". Terá continuado a perseguir Felicia, que recusava qualquer contacto com o ex-namorado.
Felicia Barahona e o filho, Miguel, foram encontrados mortos na casa onde o casal chegou a viver, em Manhattan, na segunda-feira. Duran Infante foi detido e acusado de duplo homicídio. O jovem acabou por confessar o crime às autoridades.
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