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Protestos após destituição da Presidente da Coreia do Sul causam dois mortos

Park Geun-hye foi destituída por aprovação do Tribunal Constitucional.

10 de março de 2017 às 07:41

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul ratificou por unanimidade a destituição da Presidente do país, Park Geun-hye, que o Ministério Público considera suspeita num caso de corrupção e tráfico de influências que envolve uma amiga.

Com a destituição, Park perde a imunidade e a Coreia do Sul tem que realizar eleições presidenciais no prazo inferior a 60 dias.

Os deputados da Coreia do Sul aprovaram, a 9 de dezembro, a destituição da Presidente do país, Park Geun-hye, mas a decisão tinha de ser ratificada pelo Tribunal Constitucional para ser definitiva.

O escândalo "Choi Soon-sil Gate" reduziu a taxa de aprovação da Presidente a 5%, o valor mais baixo alguma vez alcançado por um chefe de Estado na Coreia do Sul desde que o país alcançou a democracia no final da década de 1980.

Uma equipa independente de procuradores tornou públicas esta semana as suas conclusões da investigação de mais de três meses sobre o caso de corrupção que envolve a amiga Choi Soon-sil e na qual se volta a referir a Presidente como suspeita de vários crimes.

Os investigadores consideram que Park e Choi se puseram de acordo para pressionar a Samsung e outros grandes conglomerados empresariais sul-coreanos para que fizessem doações a organizações relacionadas com a amiga da chefe de Estado, em troca de um tratamento favorável das autoridades, afirmaram em comunicado.

A investigação conclui também que a Presidente estava a par da criação de uma lista negra de quase 10.000 artistas e profissionais do mundo da cultura críticos do Governo, concebida com o objetivo de cortar as sus vias de financiamento público e privado.

A Procuradoria da Coreia do Sul revelou que a Presidente teve um papel "considerável" no caso e acusou formalmente Choi Soon-sil e dois antigos assessores presidenciais, indicando que Park cooperou com a amiga e os outros dois ex-colaboradores, que são suspeitos de terem pressionado mais de 50 empresas do país a doar 65,7 milhões de dólares (62 milhões de euros) a duas fundações.

Protestos geram duas mortes

Um responsável de um hospital disse que um homem de cerca de 70 anos morreu na sequência de ferimentos na cabeça, depois de cair de cima de um autocarro da polícia em frente ao Tribunal Constitucional, após a decisão, tomada por unanimidade, relativamente ao 'impeachment' da chefe de estado da Coreia do Sul.

A mesma fonte afirmou que o homem, que se estima ser apoiante de Park, estava a sangrar bastante quando chegou ao hospital e que morreu ao início da tarde (madrugada em Lisboa).

A polícia sul-coreana informou que uma segunda pessoa que estava a protestar contra a destituição de Park morreu, mas sem facultar mais detalhes.

Milhares de apoiantes de Park reagiram mal ao veredito, gritando e atingindo os agentes da polícia com paus de bandeiras e foram para cima dos autocarros da polícia usados para criar um perímetro de segurança para proteger o tribunal.

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