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Macron trava extrema-direita

Candidato centrista superou as previsões das sondagens ao derrotar a candidata da Frente-Nacional.

08 de maio de 2017 às 01:30

Os franceses disseram ‘não’ à extrema-direita e a Europa respirou de alívio. O candidato independente e pró-europeu, Emmanuel Macron, confirmou as sondagens e derrotou ontem com larga margem a candidata da Frente Nacional, Marine Le Pen, na segunda volta das presidenciais em França.

Os resultados definitivos confirmam a vitória de Macron por 66.10% dos votos, contra somente 33.90% de Le Pen, menos 5% do que o antecipado pelas sondagens.

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Macron trava extrema-direita

A vantagem de Macron transforma a derrota de Le Pen na mais expressiva numas presidenciais desde que o pai, Jean-Marie Le Pen (expulso do partido que fundou em 2015), perdeu frente a Jacques Chirac em 2002, por uma margem de 64,4% (82,21% contra 17,79%).

Apesar de tudo, a votação de Marine é a maior de sempre da Frente Nacional, que pode mesmo tornar-se o partido mais votado nas legislativas do próximo mês de junho.

No discurso de vitória, o presidente eleito prometeu nos próximos cinco anos combater "as divisões e os medos" que minam o país e referiu que a sua eleição "abre uma nova página" na História francesa, "que desejo seja de esperança e de confiança reencontrada", afirmou.

A abstenção de 25% foi a mais alta em 50 anos. Foi também a primeira vez desde 1969 que a afluência foi mais baixa na segunda volta (75,7%) que na primeira (77,7%).

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