Capitão da seleção nacional foi recebido pelo Presidente Donald Trump e participou em jantar de gala na Casa Branca.
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Cristiano Ronaldo foi esta terça-feira recebido por Donald Trump, na Casa Branca, num encontro histórico promovido pelo Presidente norte-americano depois de o capitão da seleção portuguesa ter dito que gostava de o conhecer. A revelação foi feita há poucas semanas numa entrevista e Donald Trump acedeu de imediato ao seu pedido.
O encontro entre Ronaldo e Trump ocorreu no âmbito da visita à Casa Branca do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Ronaldo, recorde-se, é um dos principais embaixadores do futebol saudita, país que irá receber o Mundial de 2034. Já o próximo Mundial, para a qual a seleção portuguesa já está apurada, irá realizar-se nos EUA (com o apoio do Presidente Trump), Canadá e México.
Mohammed bin Salman chegou à Casa Branca por volta das 17h, hora portuguesa, para um encontro bilateral com Trump. Seguiu-se CR7, já depois das 22h, antecedendo o jantar de gala para o qual tinha sido convidado.
No encontro entre Trump e Ronaldo falou-se seguramente de paz no Mundo - foi aliás um dos temas abordado por Ronaldo na entrevista, em que disse ser um admirador do Presidente dos EUA - e da seleção nacional. CR7 fez-se acompanhar no jantar de gala pela companheira, Georgina Rodriguez, com quem anunciou que se irá casar em breve.
Trump diz que Salman “não teve nada a ver” com morte de jornalista
Donald Trump garantiu esta terça-feira que Mohammed bin Salman “não teve nada a ver” com a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, apesar de a própria CIA ter chegado à conclusão que foi o herdeiro do trono saudita quem deu a ordem para assassinar o crítico do regime de Riade, que foi morto e esquartejado no consulado saudita de Istambul em 2018. “[Khashoggi] era uma pessoa extremamente controversa. Muitas pessoas não gostavam desse cavalheiro. Quer gostassem ou não, as coisas aconteceram, mas ele [Salman] não sabia de nada, e vamos ficar por aqui. Não vamos embaraçar o nosso convidado com perguntas dessas”, disse Trump quando os jornalistas fizeram questões sobre a morte de Khashoggi. Já o príncipe, que visita pela primeira vez os EUA desde a morte do jornalista, limitou-se a dizer que se tratou de uma situação “muito dolorosa para a Arábia Saudita e um enorme erro”.
Os dois líderes falaram ainda de negócios: Mohammed bin Salman anunciou que a Arábia Saudita vai investir um bilião de dólares nos EUA, em vez dos 600 mil milhões anunciados há alguns meses, e Trump confirmou que os EUA vão vender caças F35 a Riade, apesar das objeções de Israel - o único país do Médio Oriente que possui este avião - e dos serviços de informações dos EUA, que receiam que a tecnologia acabe nas mãos da China. O herdeiro saudita admitiu ainda juntar-se aos Acordos de Abraão e normalizar as relações diplomáticas com Israel, mas só depois de receber garantias de que o Estado palestiniano será uma realidade.
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