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Correio da Manhã

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Mais de 40 portugueses retidos num cruzeiro no Egito devido a dezenas de casos confirmados de coronavírus

Turistas aguardam rastreio dos serviços de saúde egípcios.
Lusa 9 de Março de 2020 às 09:01
Os passageiros e a tripulação do navio 'A-Sara', que está em Luxor, foram retirados este domingo depois de serem identificadas dezenas de casos de coronavírus
Máscaras contra o coronavirus
Os passageiros e a tripulação do navio 'A-Sara', que está em Luxor, foram retirados este domingo depois de serem identificadas dezenas de casos de coronavírus
Máscaras contra o coronavirus
Os passageiros e a tripulação do navio 'A-Sara', que está em Luxor, foram retirados este domingo depois de serem identificadas dezenas de casos de coronavírus
Máscaras contra o coronavirus
Mais de 40 portugueses estão retidos num navio em Luxor, Egito, a aguardar o rastreio dos serviços de saúde egípcios por causa de dezenas de casos de infeção pelo novo coronavírus detetados num outro cruzeiro na região.

Em declarações à agência Lusa, Sandra Monteiro, uma das passageiras portuguesas do navio "MS Princess Sarah", explicou que chegou ao Cairo no dia 03 de março e entrou neste cruzeiro em Luxor no sábado, para fazer a descida do rio Nilo.

"Saímos, visitámos o templo e regressámos. Hoje de manhã fomos informados de que vem a segurança e higiene nacional fazer o rastreio a todos os cruzeiros por causa do Covid-19", contou à Lusa a passageira portuguesa.

Sandra Monteiro diz que no navio "MS Princess Sarah" estão pelo menos 43 portugueses, além de outros passageiros porto-riquenhos, argentinos, espanhóis e chineses e que há dezenas de cruzeiros parados em Luxor a aguardar o mesmo rastreio.

"Estão vários cruzeiros na mesma situação. Nós somos o terceiro, temos mais cinco na nossa lateral e atrás de nós estão filas idênticas, com nove a 10 cruzeiros cada, lado a lado", acrescentou.

A portuguesa diz não há casos suspeitos no cruzeiro "MS Princess Sarah", mas que houve suspeita num dos outros navios.

"Para passarmos para a cidade temos de passar por dentro dos vários cruzeiros, num corredor, e também vamos visitar templos onde estiveram pessoas infetadas...", disse a portuguesa, acrescentando: "A cidade está fechada, não podemos sair e vão fazer o rastreio a todos, independentemente se o navio está referenciado (com casos suspeitos) ou não".

Sandra Monteiro disse ainda que as autoridades preveem ter o trabalho de rastreio concluído até final do dia de hoje e que a previsão era pernoitar em Luxor hoje à noite.

"Dentro do cruzeiro podemos circular. Estão sempre a desinfetar as áreas comuns. Já fecharam os quartos, pois íamos sair", explicou Sandra Monteiro, sublinhando que neste navio "todos os passageiros estão bem dispostos e ninguém tem sintomas".

"Estamos a aguardar (...) Temos consciência de que quem não está cá está mais aflito para saber como estamos. Mas estamos bem", acrescentou.

No domingo, os passageiros e a tripulação do navio "A-Sara", que está em Luxor, foram retirados da embarcação após terem sido identificados dezenas de casos de infeção do novo coronavírus.

A epidemia de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 3.800 mortos.

Cerca de 110 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países. Mais de 62 mil recuperaram.

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