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Correio da Manhã

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A nova vida do pai do menino que se tornou símbolo da crise dos refugiados

Imagem de Alan morto à beira mar correu mundo, tornando-se um exemplo para todos os que arriscaram a vida ao tentar chegar ao continente europeu.
28 de Abril de 2019 às 12:42
Quatro anos após a tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano
Quatro anos após a tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano
Imagens desta criança morta geraram a revolta nas redes sociais
Quatro anos após a tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano
Quatro anos após a tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano
Quatro anos após a tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano
Imagens desta criança morta geraram a revolta nas redes sociais
Quatro anos após a tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano
Quatro anos após a tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano
Quatro anos após a tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano
Imagens desta criança morta geraram a revolta nas redes sociais
Quatro anos após a tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano
Abdullah Kurdi perdeu toda a família no naufrágio de um pequeno barco na costa da Turquia em setembro de 2015. A morte do seu filho, Alan, de apenas três anos chocou o mundo.

Naquela viagem pela procura de uma vida melhor na Europa, Abdullah perdeu a mulher, Rehana, e os seus dois filhos, Alan, de três anos e Galib, de cindo.

"Eu estou vivo, mas ao mesmo tempo não estou", desabafou ao jornal espanhol El Mundo, que viajou até ao Iraque para dar voz ao pai da criança que morta se tornou o símbolo da crise dos refugiados.

O sonho da família morreu naquela praia na Turquia e a imagem de Alan correu o mundo. Morto à beira mar o menino, o rosto de Alan tornou-se um exemplo para todos aqueles que arriscaram a vida ao tentar chegar ao continente europeu para fugir à guerra e à fome. 

Quatro anos depois da tragédia, Abdullah vive nos arredores de Erbil, na capital do Curdistão iraquiano. Com a ajuda da irmã, Tima, criou uma fundação que apoia as crianças que sobrevivem nos campos de refugiados ou nos bairros do Curdistão.

"Tudo o que importa são as crianças. Como se vestem, como sorriem. Tudo o que eu quero é que elas tenham roupas e sejam felizes", conta.

"Todos os dias tento oferecer àqueles meninos tudo o que eu não posso dar aos meus filhos. Eu trabalhei para que nada lhes faltasse, mas eu não lhes podia dar o que mereciam. Deixámos a Síria porque os amigos que tínhamos na Europa disseram-nos que lá poderíamos viver como seres humanos. Arriscámos as nossas vidas por causa da guerra e da falta de trabalho. Fiz tudo pelos meus filhos", lembra Abdullah.

Sozinho no mundo, Abdullah só espera que um dia todos o lembrem pelo o que fez pelos pobres e pelas crianças, mas que principalmente Alan o recompense por tudo o que lutou pela família.
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