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Acusação confirma 19 anos para Iñaki

Sindicato reitera prisão de 8 anos para infanta Cristina.

11 de junho de 2016 às 11:18

O procurador anticorrupção mantém o pedido de 19 anos de cadeia para Iñaki Urdangarin no caso dos desvios de fundos do Instituto Nóos. Por seu lado, o sindicato Mãos Limpas mantém igualmente o pedido de oito anos para a infanta Cristina, mulher de Iñaki e irmã do rei Felipe VI, de Espanha. Estes pedidos foram reiterados ontem, durante a conclusão das acusações no julgamento do caso Nóos, que decorre em Palma de Maiorca.

No caso da infanta, o Ministério Público discorda do sindicato Mãos Limpas, que é o único a acusar a infanta de crimes passíveis de pena de prisão, por considerá-la peça imprescindível no esquema que permitiu o desvio de mais de 6 milhões de euros de um instituto sem fins lucrativos.

Recorde-se que Miguel Bernard, responsável do Mãos Limpas, foi detido e acusado de extorsão, no caso da infanta e em vários outros processos. Bernard terá tentado obter dinheiro em troca da desistência da acusação contra Cristina.

O procurador Pedro Horrach mantém o pedido de 19 anos para Iñaki e de 16 e meio para o seu ex-sócio, Diego Torres, por terem urdido e liderado a trama. Para Horrach, o caso é agravado pela falta de arrependimento de Iñaki, o que é comprovado no facto de ter ganhado quase dois milhões de euros em negócios com clientes do Instituto Nóos nos dois anos seguintes a deixar a presidência da organização, tendo defraudado o estado em cerca de 326 mil euros.

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