A meio da tarde, o primeiro-ministro parte para Joanesburgo.
O primeiro-ministro português termina esta terça-feira a sua visita oficial de dois dias a Angola com deslocações à Caixa Angola, à Escola Portuguesa de Luanda e à Fortaleza de São Francisco do Penedo, onde estiveram presos independentistas angolanos.
A meio da tarde, António Costa parte para Joanesburgo, onde, a partir de quarta-feira, se juntará ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões com comunidades portuguesas residentes na África do Sul.
Ao início da manhã, António Costa, acompanhado pelo presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, e pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, visita o Banco Caixa Geral Angola, comercialmente conhecido Caixa Angola e que remonta à sucursal do então Banco Totta & Açores, que foi a primeira Instituição bancária privada a operar em Angola depois da independência em 1975.
Segundo o Governo, esta a Caixa Angola foi inaugurada no dia 30 de abril de 1993, fazendo este ano 30 anos de existência. A CGD detém a maioria do capital social do Caixa Angola (51%) e o banco está presente em Luanda e mais oito províncias, sendo uma instituição essencialmente direcionada para o segmento das grandes e médias empresas e para o mercado de particulares.
A seguir, na Fortaleza de São Francisco do Penedo, onde estarão presentes os ministro da Cultura e das Obras Públicas de Angola, assim como representantes da Mota-Engil, António Costa fará uma breve intervenção.
De acordo com o executivo de Lisboa, este é um projeto prioritário para o Governo de Angola e está enquadrado na linha de financiamento bilateral, estando a obra a cargo da Mota-Engil.
Durante o período do Estado Novo em Portugal, foi casa de reclusão militar e a prisão tornou-se célebre por ter albergado vários nacionalistas angolanos condenados no "Processo dos 50", cuja tentativa de libertação no dia 04 de fevereiro de 1961 marcou o início da luta armada pela libertação de Angola.
Segundo relatos históricos, já depois da independência, a fortaleza também terá servido para a detenção de angolanos acusados no contexto do 27 de maio de 1977. O edifício, sob tutela do Ministério da Cultura, foi classificado, em 1992, como património histórico-cultural nacional. Deverá depois acolher o Museu da Luta de Libertação.
Para o executivo português, a participação nacional na reabilitação da fortaleza e na construção do museu "é uma iniciativa sem paralelo, em que o antigo colonizador entrega ao antigo colonizado um projeto deste tipo, demonstrando o caráter muito especial da relação bilateral e um atestado de maturidade 50 anos depois do 25 de Abril de 1974".
Antes de partir para a África do Sul, o primeiro-ministro visita a Escola Portuguesa de Luanda, onde também vai discursar.
A Escola Portuguesa de Luanda é considerada um dos maiores ativos da política externa portuguesa em Angola e um pilar na formação de cidadãos dos dois países.
Com cerca de dois mil alunos, a escola é administrada diretamente pelo Estado português, sendo classificada como de referência na comunidade de Luanda, com taxas de sucesso escolar elevadas.
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