page view

Aprovado acordo comercial entre UE e Mercosul

França, Irlanda, Polónia, Aústria e Hungria não concordam com esta aprovação.

09 de janeiro de 2026 às 11:26

A maioria dos Estados-membros da União Europeia aprovou, esta sexta-feira, o acordo de livre comércio com o Mercosul, avança a BFM. O documento será assinado na próxima segunda-feira, 12 de janeiro. De acordo com a mesma fonte, nesse mesmo dia a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajará até ao Paraguai para assinar o acordo comercial com a América Latina, 25 após o início das negociações.

França, Irlanda, Polónia, Hungria e Áustria não concordam com esta aprovação. A Bélgica absteve-se na votação. Macron já tinha anunciado esta quinta-feira que ia votar contra a assinatura do acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul. Esta sexta-feira, não foi formada uma minoria de bloqueio representando 65% da população da UE.

De acordo com a Comissão Europeia, o acordo com o Mercosul representará mais 0,05% do produto interno bruto (PIB) da UE até 2040.

O acordo deverá ser formalmente aprovado pela 17h00 (16h00 em Lisboa), na conclusão do procedimento escrito. Se nenhum país se juntar entretanto ao lado dos 'contra', o procedimento escrito é encerrado com a aprovação do acordo que levou 25 anos a ser negociado.

A fim de reforçar a UE e garantir que o bloco possa reagir rapidamente a perturbações do mercado, o acordo implica uma cláusula de salvaguarda (um 'travão de emergência'), com uma redução de 8% para 5% nas variações de preços em caso de desestabilização do mercado na Europa, mas também medidas de reciprocidade nas condições de produção, nomeadamente ambientais, e controlos reforçados.

As negociações para criar uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo começaram em 1999, lideradas pela Comissão Europeia, que tutela a política comercial do bloco, e estiveram estagnadas durante anos, mas a política comercial dos Estados Unidos acabou por dar força ao acordo, dada necessidade de procura de novos parceiros pela UE.

Em 2019 foi anunciado um acordo político em Bruxelas, mas o processo de ratificação pelos Estados-membros nunca chegou a avançar.

Com a assinatura formal, pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, marcada para dezembro de 2025, a pressões dos países que se opunham (a que se juntou a Itália, que entretanto alterou a posição para positiva) levou a um novo adiamento, para o próximo dia 12.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8