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Assassino de deputada britânica julgado em novembro

A morte de Jo Cox motivou uma paragem da campanha para referendo.
23 de Junho de 2016 às 13:22
A deputada do Partido Trabalhista, de 41 anos e mãe de duas crianças, foi morta em plena rua na pequena localidade de Birstall
A deputada do Partido Trabalhista, de 41 anos e mãe de duas crianças, foi morta em plena rua na pequena localidade de Birstall FOTO: EPA
O julgamento de Thomas Mair, o presumível assassino da deputada trabalhista Jo Cox, vai ser realizado no próximo outono, indicou esta quinta-feira a justiça britânica, que fixou provisoriamente a data do início para o dia 14 de novembro.

Mair, com 52 anos, é acusado de disparar e apunhalar fatalmente a parlamentar, que teria feito esta quarta-feira 42 anos, no passado dia 16 de junho na localidade de Birstall, no norte de Inglaterra.

O suspeito, que supostamente sofre perturbações mentais e estava vinculado a meios da extrema direita, enfrenta as acusações de homicídio e posse ilegal de arma de fogo, entre outros.

Mair participou esta quinta-feira numa audiência no Tribunal de Old Bailey, em Londres, através de videoconferência a partir da prisão de alta segurança de Belmarsh.

O juiz que conduziu a audiência agendou provisoriamente para 14 de novembro a data do início do julgamento, que deverá ser realizado no mesmo tribunal londrino, e ainda outras duas audiências prévias em 19 de setembro e 4 de outubro.

Na audiência desta quinta-feira, Mair - cujo caso está a ser julgado sob o "protocolo de terrorismo" e, por isso, responderá perante um juiz do tribunal superior - apenas falou para confirmar o seu nome.

Na primeira comparência em tribunal, no passado sábado, Mair recusou-se a confirmar a sua identidade e, em vez disso, apenas declarou: "morte aos traidores. Liberdade para o Reino Unido".

A audiência preliminar coincidiu com o dia do referendo no Reino Unido sobre a permanência ou não do país na União Europeia.

A morte trágica de Jo Cox, mãe de duas crianças pequenas - que fazia campanha pela manutenção do Reino Unido na UE - comoveu o país e motivou uma paragem por três dias da campanha para o referendo, em sinal de respeito.

Na passada quarta-feira, dia em que celebraria o seu 42.º aniversário, milhares de pessoas juntaram-se em Trafalgar Square, a famosa praça no centro de Londres, para prestar tributo à deputada, numa homenagem em que marcaram presença, entre outros, o seu viúvo, Brendan Cox, os dois filhos, um menino e uma menina, de 5 e 4 anos, respetivamente, a Prémio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, e Bono, vocalista dos U2.
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