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Associação Venecom fala em misto de alegria e preocupação pela situação na Venezuela

"Esperamos que seja realmente uma transição pacífica para a liberdade", disse a presidente da associação de venezuelanos Venecom na Madeira.

04 de janeiro de 2026 às 14:40

A presidente da associação de venezuelanos Venecom na Madeira disse que a comunidade na região vive um misto de alegria e preocupação por ver a "luz ao fundo do túnel" na Venezuela, esperando uma transição de regime pacífica.

"Como todos os venezuelanos temos aquela dupla sensação de alegria e preocupação", declara Ana Cristina Monteiro na sua página oficial da rede social Facebook.

Ana Cristina Monteiro explica que o sentimento de alegria é porque os venezuelanos veem "uma esperança ao fim do túnel, pelo menos é um passo", acrescentando que a preocupação está relacionada com os que estão naquele país, os presos políticos cujos "direitos civis e humanos devem ser respeitados".

"Esperamos que seja realmente uma transição pacífica para a liberdade e a recuperação da democracia na Venezuela ", apontou.

A responsável assegurou que, da parte da Venecom, os seus elementos estão "disponíveis para atender as preocupações e dúvidas" nestes dias que podem ser deixadas na página oficial da associação na rede social Instagram, prometendo "ajudar no que seja possível".

Também mencionou que se tiver novidades sobre a situação divulgará por esta via, alertando para a necessidade de estarem atentos às notícias com o cuidado para aquelas que "não sejam validadas por meios de comunicação".

"É importante estar informado, mas estar bem informado", vincou.

Ana Cristina Monteiro complementou ser preciso alguma tranquilidade, realçando a concentração que está programada para a tarde de este domingo na Praça do Povo, na marginal do Funchal, que reúne a Venecom e a associação Comando Com a Venezuela.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, e admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou a sua "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.

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