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Bolsonaro pede para receber estímulos elétricos cranianos na cadeia para combater depressão

Advogados dizem que antigo presidente já se submeteu no ano passado a este tipo de tratamento, durante uma curta hospitalização, com resultados animadores.

22 de fevereiro de 2026 às 15:30

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que cumpre em Brasília pena de 27 anos e 3 meses por golpe de estado, solicitou ao juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o condenou e é responsável pelo cumprimenro da sentença, para receber na cadeia um tratamento contra a ansiedade e a depressão caracterizado por estímulos eléctricos cranianos. Segundo os advogados de Bolsonaro, que protocolaram a petição no STF, o antigo presidente já se submeteu no ano passado a esse tipo de tratamento, durante uma curta hospitalização, com resultados muito animadores. 

O tratamento a que Jair Bolsonaro quer ser submetido no 19. Batalhão de Polícia Militar de Brasília, prisão destinada a pessoas com prerrogativa de foro, designa-se “Neuromodulação não invasiva por estímulo eléctrico craniano”. Basicamente, esse tratamento consiste na aplicação de estímulos eléctricos de baixa frequência no cérebro do paciente através de electrodos em forma de clips colocados geralmente na região dos ouvidos.

Ainda de acordo com os advogados, cada sessão dura entre 50 e 60 minutos, e deve ser realizada preferencialmente no final do dia, perto da hora de deitar, respeitadas, claro, as regras da prisão onde Bolsonaro se encontra, a chamada Papudinha, por o batalhão ficar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, a maior e mais temida prisão de Brasília, destinada a presos comuns. Durante hospitalização em Abril do ano passado, o neurocientista Ricardo Caiado já aplicou essa técnica em Jair Bolsonaro durante os oito dias em que ele esteve internado e com resultados muito satisfatórios, por isso os advogados do ex-chefe de Estado brasileiro acreditam que um novo tratamento desse tipo por um periodo prolongado pode por cobro de vez a alguns dos problemas de saúde do ex-mandatário.

Além de crises constantes de soluços, que o impedem de se alimentar adequadamente e nos momentos mais críticos até de falar, Jair Bolsonaro apresenta um quadro de insónia, ansiedade e depressão que se agudizou desde que foi condenado em Setembro. Alexandre de Moraes até este domingo ainda não se tinha pronunciado sobre o novo pedido de Bolsonaro, devendo consultar os responsáveis da Papudinha, médicos e o Procurador-Geral da República antes de tomar qualquer decisão.

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