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Ataque dos EUA ao Irão "decidido nos próximos 10 dias"

Forças Armadas dos EUA garantem estar preparadas para lançar ataques já neste fim de semana.

20 de fevereiro de 2026 às 01:30

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta quinta-feira que deverá tomar uma decisão final sobre um eventual ataque ao Irão "nos próximos 10 dias", isto depois de o Pentágono ter garantido que os meios militares dos EUA na região estão preparados para entrar em ação já este fim de semana.

"Estamos a ter boas conversas com o Irão, mas ainda temos algum trabalho pela frente. O Irão não pode ter armas nucleares. Nunca teremos paz no Médio Oriente se o Irão tiver armas nucleares. Por isso, temos de decidir se damos um passo em frente ou não. Talvez consigamos fazer um acordo. Vão ficar a saber nos próximos 10 dias", afirmou Trump na reunião inaugural do Conselho da Paz, que decorreu esta quinta-feira em Washington.

As declarações de Trump representam, na prática, um ultimato ao regime de Teerão, depois de os EUA não terem ficado completamente satisfeitos com os resultados das negociações que decorreram esta terça-feira em Genebra. "Houve pequenos progressos, mas as nossas posições ainda estão muito distantes", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Esta quarta-feira, Trump reuniu o gabinete de segurança na Casa Branca para discutir possíveis opções militares e foi informado de que as forças aeronavais enviadas para a região estarão preparadas para lançar um ataque já a partir deste fim de semana. Os EUA, recorde-se, já têm na região o porta-aviões 'USS Abraham Lincoln' e um segundo porta-aviões, o 'USS Gerald R. Ford', atravessou esta quinta-feira o Estreito de Gibraltar a caminho do Mediterrâneo Oriental, de onde poderá participar nas operações, que deverão durar "várias semanas" e terão como alvos instalações militares e governamentais de modo a facilitar uma possível mudança de regime.

Além dos porta-aviões, os EUA têm estado a concentrar no Médio Oriente importantes meios aéreos. Nos últimos dias chegaram à região mais de 170 aviões de carga com munições e material militar, 85 aviões de reabastecimento e mais de 50 caças F-16, F-22 e F-35, além de aeronaves de vigilância eletrónica E-3 vindos de bases no Japão, Alemanha e Havai, as quais são cruciais para coordenar operações envolvendo um grande número de aviões.

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