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Áustria convoca enviado russo após expulsão de jornalista

Diplomacia considerou esta uma "medida injustificada e inaceitável".

27 de junho de 2024 às 00:05

A Áustria convocou esta quarta-feira o enviado russo no país alpino para protestar contra a decisão "sem precedentes" de Moscovo de retirar a acreditação de um elemento da televisão pública, em resposta à expulsão de Viena de uma jornalista russa.

Carola Schneider, correspondente há mais de dez anos do canal ORF, recebeu ordem para deixar a Rússia, de acordo com a televisão pública, que ficou sem jornalista no local após uma recente sanção semelhante contra um outro funcionário.

A diplomacia da Áustria considerou esta uma "medida injustificada e inaceitável".

"Este é um novo ataque arbitrário, sem qualquer fundamento, contra a imprensa livre na Rússia", frisou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, onde anunciou também o convocação do responsável pela diplomacia da embaixada.

Moscovo invocou "uma medida retaliatória", depois de a chefe do gabinete de Viena da agência estatal TASS, Arina Davidyan, ter sido forçada a deixar a Áustria, segundo um comunicado das autoridades russas.

A sua autorização de residência não foi renovada e a sua acreditação foi retirada "sob falso pretexto", denunciaram as autoridades russas.

Viena citou "riscos para a segurança" do país para justificar a sua expulsão e a de um segundo jornalista da TASS.

Desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, os meios de comunicação independentes que criticam o Kremlin têm sido alvo de processos judiciais ou banidos da Rússia

Alguns fecharam portas e os seus membros exilaram-se no estrangeiro.

Os jornalistas ocidentais também foram alvo da justiça russa ou forçados a sair, enquanto a transmissão de vários meios de comunicação europeus será bloqueada em território russo.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo revelou na terça-feira que a Rússia vai proibir o acesso por Internet no país a 81 meios de comunicação social europeus, incluindo os portugueses RTP Internacional, Público, Expresso e Observador.

A medida visa retaliar a decisão da União Europeia (UE) de proibir "qualquer atividade de radiodifusão" aos meios de comunicação social russos RIA Novosti, Izvestia, Rossiyskaya Gazeta e Voice of Europe, que entrou na terça-feira em vigor, segundo o ministério.

Desde o início da guerra, a UE proibiu as emissões de canais russos como o RT no espaço europeu por considerar que difundiam propaganda de Moscovo e desinformação.

A Áustria, muito dedicada à sua neutralidade, mantinha boas relações com Vladimir Putin, mas, confrontado com a guerra, o Governo assumiu a causa de Kiev e as relações com o Kremlin deterioraram-se significativamente.

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