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Balanço de naufrágio em 'ferry' filipino aumenta para pelo menos 29 mortes

Mais 11 corpos foram recuperados. Número de desaparecidos continua incerto.

29 de janeiro de 2026 às 13:56

Mais onze cadáveres foram esta quarta-feira recuperados pelas autoridades locais ao largo da costa do arquipélago das Filipinas, elevando o número de mortos do naufrágio de um 'ferryboat', na segunda-feira, para 29 vítimas fatais.

A Guarda Costeira filipina anunciou que o número de pessoas desaparecidas continua incerto.

O navio "Trishna Kerstin 3" transportava, pelo menos, 344 passageiros ou tripulantes, quando se afundou, na madrugada de segunda-feira, junto à costa de Mindanao (sudoeste).

A maioria dos náufragos foi resgatada rapidamente, mas a descoberta de mais 11 corpos levanta novas dúvidas sobre o número exato de pessoas que estavam a bordo da embarcação.

Um balanço anterior, apontava para apenas 10 pessoas desaparecidas, presumivelmente o capitão do navio, oito tripulantes e um oficial de segurança, mas uma porta-voz da Guarda Costeira das Filipinas disse que o número de desaparecidos é incerto.

"Inicialmente, o número de desaparecidos era de 10, com base na lista de passageiros do navio", disse a capitã Noemie Cayabyab, sublinhando que "as pessoas disseram que têm parentes desaparecidos".

A socorrista, Yushrina Julkanain, disse à agência noticiosa francesa AFP, no local, que a maioria dos corpos recentemente recuperados foi encontrada perto da ilha Baluk-Baluk, próxima ao local do naufrágio.

"[Os cadáveres] foram entregues à Guarda Costeira", acrescentou, assumindo que alguns dos corpos foram recuperados por pescadores locais.

Entretanto, já há uma equipa especializada de mergulhadores vindos de Manila para ajudar nas operações de eventuais vítimas, mas não entraram na água de imediato, porque é preciso que um submarino com controlo remoto localize o local preciso de afundamento do navio, a uma profundidade estimada de 76 metros.

Os acidentes marítimos nas Filipinas provocam dezenas de mortes todos os anos, a maioria em naufrágios causados pelo mau tempo, incumprimento das normas de segurança, manutenção deficiente dos equipamentos ou sobrecarga.

O acidente mais grave da história recente da navegação comercial ocorreu em 1987, quando a embarcação Doña Paz naufragou nas águas de Leyte, após colidir com um petroleiro, causando a morte de 4.341 pessoas.

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