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BEATRIZ DE BOURBON MORRE EM ROMA

Morreu na madrugada de sexta-feira em Roma a infanta Beatriz de Bourbon e Battemberg, última sobrevivente da geração exilada dos filhos de Afonso XIII. Com a sua morte o rei Juan Carlos e a sua descendência tornam-se os únicos membros vivos da família real de Espanha.

24 de novembro de 2002 às 00:00

Nascida há 93 anos em San Ildefonso (hoje conhecido por La Granja), vivia exilada em Roma desde 1935, onde habitava o palácio Torlonia, da família do seu marido, Alessandro Torlonia, príncipe de Civitella-Cesi, de que enviuvou em 1986.

A vida de Beatriz de Bourbon foi fértil em tragédias pessoais. Após a perda do marido, perde em 1995 o seu filho Marino, depois de ter igualmente visto morrer os seus dois genros.

Para cumular o sentimento de perda, um incêndio destruiu há poucos anos o palácio de Roma, levando consigo todas as recordações de quantos perdera: fotografias, quadros, peças valiosas e ofertas de amor e respeito.

Sem um queixume, tudo aguentou, auxiliada pelos filhos e um dos genros, que por iniciativa própria mandaram reproduzir os quadros e reconstruir o palácio, onde veio a falecer, rendida à degradação física mas sem nunca entregar o ânimo.

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