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"Bolha de apoio": Pessoas solteiras autorizadas estarem com outra família durante confinamento em Inglaterra

Governo britânico decretou um confinamento a 23 de março para tentar travar a pandemia covid-19, deixando apenas funcionar lojas de bens essenciais.
Lusa 10 de Junho de 2020 às 19:05
Coronavírus no Reino Unido
Coronavírus no Reino Unido FOTO: Reuters
Pessoas que vivem sozinhas em Inglaterra vão poder encontrar-se sem restrições com outra família a partir de sábado, anunciou hoje o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, numa tentativa de ajudar a combater a solidão durante o confinamento.

Johnson disse que adultos solteiros, incluindo aqueles com filhos menores, poderão formar uma "bolha de apoio" com outra família e comportar-se como se vivessem juntos, o que significa que poderão frequentar e até pernoitar na mesma casa.

"Estamos a fazer esta alteração para apoiar aqueles que estão particularmente solitários como resultado de medidas de confinamento. É uma intervenção direcionada para limitar os efeitos mais prejudiciais das atuais restrições sociais", justificou durante a conferência de imprensa diária sobre a pandemia.

Até agora, as regras do governo britânico, determinam que dois agregados familiares até um máximo de seis pessoas só se podem encontrar ao ar livre e mantendo o distanciamento de dois metros.  

Estas regras aplicam-se apenas a Inglaterra porque as outras nações do Reino Unido (Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales) têm autonomia nesta matéria e adoptaram normas e calendários diferentes para o desconfinamento. 

A mudança de política faz parte de um alívio gradual do confinamento em Inglaterra, que prevê a reabertura a partir de segunda-feira de lojas não essenciais, bem como jardins zoológicos, cinemas 'drive-in' e locais de culto, desde que garantam o respeito pelas regras de segurança e de distanciamento social. 

No entanto, bares, restaurantes e cabeleireiros vão continuar fechados até pelo menos 04 de julho porque o governo considera que o risco de transmissão do vírus em espaços fechados ainda é grande. 

"Eu sei que estas mudanças são apenas graduais e que alguns de muitos estariam com esperança de ter mais. (...) Vamos Continuar a ser cautelosos e medindo o efeito das mudanças que fazemos. E como sempre disse, não hesitaremos em aplicar os travões, se a situação o exigir", afirmou o primeiro-ministro.

O governo britânico decretou um confinamento a 23 de março para tentar travar a pandemia covid-19, deixando apenas funcionar lojas de bens essenciais como alimentos e medicamentos. 

Desde meados de maio que tem vindo a aliviar as restrições, encorajando aqueles que não podem fazer teletrabalho a voltar ao emprego e autorizando maior atividade ao ar livre. 

Na semana passada as escolas primárias reabriram parcialmente para algumas classes, mas muitos estabelecimentos permaneceram encerrados por dificuldades em cumprir as restrições em vigor, o que levou ao abandono do plano para retomar as aulas por inteiro antes das férias do verão. 

"Pretendemos trazer todas as crianças de volta à escola em setembro, desde que o progresso que estamos a fazer continue, o que espero que aconteça. Esse é o nosso foco e é consistente com a abordagem adotada por muitos outros países da Europa", garantiu hoje Boris Johnson.

Segundo o balanço de hoje do ministério da Saúde britânico, foram registadas mais 245 mortes nas últimas 24 horas, aumentando para um total de 41.128, o que faz do Reino Unido o país com o segundo maior número de óbitos durante a pandemia covid-19. 

 

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