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Bolsonaro diz que Macron tentou aparecer como o único defensor do ambiente no mundo

Controvérsia entre Bolsonaro e Macron começou depois de o presidente francês ter acusado o brasileiro de ter mentido.

28 de agosto de 2019 às 21:26

Num novo ataque a Emmanuel Macron, com quem desde a semana passada tem trocado acusações e ofensas, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmou esta quarta-feira que o presidente da França tentou aparecer como o único defensor do Ambiente no mundo. E que, acrescentou, essa agenda não é de Macron e sim de muitos países.

"No meu entendimento, houve um aproveitamento por parte do senhor presidente Macron para se capitalizar perante o mundo como aquela pessoa única e exclusiva interessada em defender o Ambiente. Essa bandeira não é dele, é nossa, é do Chile, de muitos países no mundo", disparou Bolsonaro em Brasília ao lado do presidente do Chile, Sebastian Piñera, que esta quarta-feira iniciou uma visita oficial ao Brasil.

Depois, Bolsonaro acrescentou que a "inverdade" de Macron ser o grande defensor da Amazónia só ganhou força porque o presidente da França, segundo o brasileiro, é de esquerda. Confrontado por um jornalista com a informação de que, em França, Macron é considerado um político de centro e não de esquerda, Bolsonaro manteve a sua avaliação.

"Pode ser de centro para você, para os jornais franceses, para mim não. A gente sabe que ele é de esquerda por causa do comportamento dele", completou o governante brasileiro.

A controvérsia entre Bolsonaro e Macron começou depois de o presidente francês ter acusado o brasileiro de ter mentido ao garantir que ia proteger a Amazónia para conseguir o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, e depois não fazer nada para conter os devastadores incêndios que estão a destruir a floresta. Bolsonaro não gostou e recorreu a uma questão pessoal para responder a Macron, ironizando o facto de a mulher do presidente francês, Brigitte Macron, ser 24 anos mais velha do que o marido, enquanto a sua mulher, Michelle Bolsonaro, é 27 anos mais nova do que ele.

A partir daí, os dois trocaram mais farpas, com o brasileiro a condicionar a aceitação de uma ajuda de 20 milhões de dólares oferecidos pelo G7 a um pedido formal de desculpas de Macron. Este, por seu turno, afirmou que Bolsonaro envergonha os brasileiros e que espera que o Brasil tenha rapidamente um presidente melhor, que se saiba comportar.

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