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Correio da Manhã

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Bolsonaro diz que o povo fará um ultimato nas manifestações do dia 7

Presidente brasileiro convocou novamente os seus apoiantes.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 3 de Setembro de 2021 às 17:18
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil FOTO: Joedson Alves/EPA

Aumentando ainda mais a apreensão em relação aos atos claramente antidemocráticos que está a convocar para o próximo dia 7, aniversário da independência do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro declarou esta sexta-feira no interior do estado da Bahia que o povo dará nesse dia um ultimato aos que ousam desafiar o governo.

Para Bolsonaro, quem desafia o seu governo são o Supremo Tribunal Federal (STF), que tem anulado decisões do presidente consideradas ilegais e autoritárias, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que se recusa a aceitar a mudança das regras eleitorais que ele defende, e o Congresso, que tem imposto sucessivas derrotas ao governo apesar da forte base parlamentar que o executivo possui.

"Após o 7 de Setembro, o que ficará para todos nós após essa gigantesca manifestação de patriotismo vista em todos os quatro cantos do nosso Brasil? Eu duvido, Aqueles um ou dois que ousam nos desafiar, desafiar a Constituição, desrespeitar o povo brasileiro, saberão voltar para o seu lugar. Quem vai dar esse ultimato não sou eu, será o povo brasileiro."Disse Bolsonaro, Reafirmando a sua intenção de dar uma prova de força nas ruas contra as instituições que, na opinião dele, desrespeitam o povo e a Constituição por não o deixarem governar sem limites e impedirem o seu projecto de comandar um governo autoritário.

Nas convocações que estão a ser feitas através das redes sociais, como é prática do movimento bolsonarista, há vastas referências a atos antidemocráticos e violentos, como invadir o Supremo Tribunal Federal e ocupá-lo até que os seus juizes renunciem, para que Bolsonaro nomeie magistrados alinhados com as suas idéias ultraconservadoras. Associações de camionistas estão a ameaçar cercar Brasília, São Paulo e outras grandes cidades com milhares de camiões para pararem o Brasil, e expulsar à força juizes e parlamentares e gestores regionais contrários a Bolsonaro.

 

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